* Por Roberto Campos
Como o Luciano estava com problemas no seu computador, ele me ligou e pediu, mais uma vez, que eu publicasse um dos meus textos nesse sábado. Espero que curtam.
Nesse final de semana decidi ser meu. Tirei dois dias para não ter contato com ninguém conhecido e ficar aberto a me ouvir. Decidi isso após acordar no sábado sozinho em casa. Nem minhas cachorras vieram falar comigo. Ótima oportunidade. Desliguei o celular, fechei a cortina e vivi só de mim por 48 horas. Fato difícil nos dias de hoje.
Pedalei na Lagoa, me abriguei num café e li meu jornal enquanto o céu caia lá fora, entrei num shopping e comprei a camisa que eu queria, comi hamburger com nuggets no almoço e quindim de sobremesa, dormi a tarde e sai para dançar loucamente. É justamente nesse momento, quando se está sem julgamentos, que expandimos e pensamos no que somos. Cantei aos berros as músicas que adoro, sem o menor medo de ser criticado, nem pelo “vou ao banheiro e já volto, ok?”. Curti minha noite como um turista em casa, sem conhecer ninguém e o lugar que estava. Quando cansei, voltei pra casa e dormi.
Hoje não foi diferente, acordei tarde, coloquei a sunga e uma bermuda e fui à praia. Mergulhei, bebi uma água de coco que só pode ter sido mandada por algum Deus, tomei um banho e peguei um cineminha. Durante todo o dia pensei que poderia ligar para fulano, ou então passar em beltrano, mas não, continuei com a mesma meta do dia anterior: encontrar alguém que não vejo tão intimamente faz tempo. Eu mesmo.
Não existe bem maior que o silêncio e enfrentar tudo o que passa na sua mente sozinho. Melhor ainda, ter a consciência de como você está e o que pode fazer para mudar o que incomoda.
Enquanto escrevo e resgato as lembranças desses dois dias, vejo que todos nós temos que ter esse tempo para nós mesmos sempre que possível, nem que sejam os 30 minutos até chegar no trabalho, a saída da faculdade ou aquele banho especial que queremos tomar e nunca conseguimos. Tempo para ficar no salão e fazer todas as luzes, relaxamentos e sei lá mais o que quiserem, tempo para ler a revista todinha, mas todinha mesmo, sem ninguém interromper, tempo para deitar a tarde e ver todos aqueles programas que você adora mas não lembra nem quem apresenta. Tempo pra você.
O mais importante do arrumar tempo para você, é que valorizamos mais o tempo que passamos com as outras pessoas e a necessidade de ainda sermos um individuo, com vontades e sentimentos só nossos.
Abraços e até a próxima.
*Roberto Campos, Betão, postou o texto antes do combinado, mas como não sair de casa com uma noite dessas. A rua está chamando uma boa cerveja gelada!
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
A SEMANA
*Por César Augusto Zadorosny
Amigos, semana difícil esta. Tanta coisa importante acontecendo pelo mundo, no Brasil, nas novelas e até mesmo no Congresso, que fica até difícil emprestar a devida atenção que cada qual merece. Um dos destaques, por assim dizer, foi que o presidente “de fato” de Honduras, Roberto Micheletti, e o chefe de Estado deposto Manuel Zelaya, ao que tudo indica, chegaram a um acordo. Zelaya, que se aboletou na embaixada brasileira desde 21 de setembro deste ano, finalmente conseguiu o que queria, ou seja, ser restituído ao governo. Ainda falta acertar alguns detalhes técnicos, coisa à toa, mas já podemos concluir uma coisa: o Brasil – ou o Lula – dá uma sorte danada, é só ficar por perto e esperar. Tudo dá certo. Até mesmo quando dá errado, dá certo. É um fenômeno!
Lula reclamou no último fim de semana que existe fiscalização demais no Brasil (!?) e que as obras estão sendo paralisadas por tecnocratas de forma irresponsável, travando o desenvolvimento no país. Segundo ele, a máquina burocrática que emperra nosso crescimento é maior do que a capacidade do governo de executar obras. Será que ele realmente acredita no que fala? Pelo visto a festa está só começando. Ano que vem “vai bombar”.
Em Viver a Vida parece que está tudo correndo normalmente. O Zé Mayer, no papel dele mesmo, está pegando todo mundo ... para variar. Quanto aos demais personagens, nada posso dizer, mesmo porque acho uma perda de tempo assistir novela, sobretudo, quando você poderia estar no bar tomando um chopinho e jogando conversa fora com os amigos.
Outro dia achei um texto bacana do Millôr, escrito em junho 1973, quando O Pasquim estava à beira de ser fechado. Estou postando hoje, pois acho que irão se divertir, caso já não conheçam.
Réquiem Para um Jornal Humorístico
Assim, depois de quatro anos de muitas e gargalhantes pelejas, algumas das quais foram acompanhadas alacremente pelo leitor, e outras das quais o leitor nem pode tomar conhecimento, O PASQUIM chega ao número 200. Chega, não passa. Este é o último número do nosso jocoso semanário. Não é preciso que nossos amigos se embriaguem de alegria. Nem que nossos inimigos chorem. As coisas, como as pessoas, nascem, crescem e morrem, não é mesmo, Conselheiro? Só que O PASQUIM nasceu às gargalhadas. Como todo o mundo viu, cresceu, diminuiu e cresceu de novo, sempre castigando os mores, e hoje morre, rindo às bandeiras despregadas. Pois morre vendendo saúde (100. 000 exemplares) .
Morre atropelado. Uma força de alguns milhões de toneladas, uma teia de milhares de restrições e impedimento, uma incalculável massa de obrigações e imposições, tornaram irrespirável a nossa já modesta ração de ar.
Dos seus quatro anos de hilariante vida, este zombeteiro hebdomadário pode contabilizar a glória de ter modificado fundamentalmente a linguagem dos outros jornais e ter influído muito na expressão falada da juventude e no estilo da comunicação publicitária. Durante quatro anos, este risonho jornal cuja maioria de sorridentes redatores não é ligada a nenhum grupo político, econômico, religioso, nacional ou estrangeiro, que tem como único objetivo o exercício de uma crítica geral e democrática a tudo e a todos (os poderosos e estabelecidos sendo, naturalmente, os mais criticados, pois, não há graça nenhuma em criticar os caídos), foi combatido pela maioria dos grandes órgãos de imprensa brasileira e por todos os detentores de algum poder, inconformados com um veículo que não tinha preço de venda a não ser o da banca e era dirigido por intelectuais inatacáveis porque sem fichas pregressas que os situassem em qualquer esquema de ilegalidade ou qualquer espécie de criminalidade, mesmo fiscal.
Chegando a circular com um máximo de 64 e um mínimo de 16 páginas, o ridente PASQUIM conseguiu sobreviver a tudo, até mesmo à prisão de todos seus redatores, provada inútil pelas próprias autoridades num processo que foi a consagração deste grupo de profissionais, pois demonstrou que eles tinham como único e total objetivo de vida o exercício de sua apaixonante profissão.
A coação física não impossibilitou a saída do jornal. Durante dois meses, ele circulou sem a colaboração de qualquer dos seus redatores habituais. Sobreviveu graças à solidariedade de inúmeros colegas. Saiu fraco e sobreviveu mal. Mas sobreviveu com a barriga doendo de tanto rir.
Agora, porém, temos que nos render e afirmamos, humildemente, a nossa derrota definita, diante da única coação irresistível, a coação intelectual, hoje absoluta. Uma censura inconstitucional - a Constituição vigente é explícita quanto à liberdade plena de jornais e revistas circularem sem qualquer censura, os responsáveis respondendo, naturalmente, diante da lei, pelos desmandos que cometerem - já vinha sendo exercida de maneira sufocante. Jornais pobres, como este, resistiam debilmente, gastando 20 horas para refazer um trabalho anteriormente feito em 10 e tendo o dobro e, às vezes, o triplo de gastos para a confecção do material de suas folhas. Coincidindo com o número 200, atingimos o limite das nossas possibilidades, fronteira natural de nossas ilimitadas impossibilidades. As poucas normas que ainda havia foram substituídas por um desvairo total das canetas pilotis, em que não há nem mesmo aquilo que se poderia exigir como último direito do cidadão - o respeito ao seu trabalho. Nosso trabalho, mesmo os nossos piores adversários reconhecem que o fazemos com conhecimento e seriedade. Trabalho de criação, único, pois artigos e desenhos humorísticos não podem ser substituídos de um momento para o outro como se fossem simples reproduções de discursos ou resenhas de acontecimentos sociais.
Mas o importante é que esta despedida não se alongue nem se transforme numa inútil exposição de motivos. E que, sobretudo, não seja triste. Só fechamos porque nos falta a competência da maleabilidade. Fechamos porque fechamos. O mundo não vai acabar. O Brasil vai continuar. Acontece que há momentos em que certos países não produzem determinados produtos que noutras épocas já produziram em abundância e que voltarão a produzir um dia.
Agora, parece, não é o momento propício para o plantio de facécias. Esperamos apenas que, daqui a cinqüenta anos, quando os especialistas estiverem saboreando os magníficos produtos satíricos de então, alguém se lembre de nos fazer justiça: "É, 73 não foi um bom ano para humorismo!"
By Millôr
Dica de gastronomia: Ontem tive o prazer de desfrutar da companhia de meu velho amigo Wesley e saborear uma especialidade dele, o simplesmente imbatível Polvo ao Vinagrete. Se conseguir fazê-lo contar o segredo, passo a receita em outra oportunidade.
Um forte abraço e até breve.
*César Augusto Zadorosny tem 35 anos, possui formação profissional em Administração e Direito, e está extremamente feliz com o rumo da semana esportiva, pelo menos até o próximo jogo.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Avesso do Avesso Tecnológico

por Alex Peres*
Esses dias estava comentando com um amigo sobre a greve dos bancários. Falava sobre o caos que poderia gerar e os atrasos em pagamentos de duplicatas, etc... Porém, pra mim, isso tudo não afetou tanto pois pela internet consegui fazer tudo o que necessitava, e para sacar qualquer quantia que pudesse, utilizava os caixas eletrônicos, e para qualquer pagamento de menores valores poderia utilizar o cartão de crédito.
Nem cheguei a perceber a greve dos Correios, que em outros tempos me causaria muitos transtornos.
Agora, experiente uma pane na internet mundial. Seria o verdadeiro caos.
Isso tudo demonstra o domínio sobre nós, causado pela revolução tecnológica desse século.
Sou adepto a recursos tecnológicos, até pela minha formação que exige que me mantenha antenado a esse desenvolvimento. Fico pensando o que faria sem a internet para poder me comunicar, o celular, o rádio, os canais por assinatura? Tudo isso entra em nossas vidas sem pedir licença causando uma dependência tecnológica invisível tão nociva quanto uma droga sintética.
Como um profissional de tecnologia, sou adepto à comunhão de atitudes que temos que usar para evitar essa dependência. Alguns exercícios que valem a pena fazer para não nos tornarmos escravos.
Mandar uma carta escrita a mão pelos correios. Um atitude que ha uma década seria normal, hoje é praticamente falida, porém de um romantismo impar; Jogar bola realmente com seu filho, e não Play Station; Ir mais àquela pizzaria e pedir menos pelo tel; etc.
A tecnologia foi feita para facilitar e não para acomodar.
Existe também a questão da educação. Por ser uma coisa nova para muitos, e por permitir uma comunicação mais facilitada, fica mais fácil perceber a falta de educação de algumas pessoas.
A prioridade para atender um celular faz com que você, que está ali ao vivo, seja um total ninguém. Um exemplo, foi quando eu, nesses dias, fui a uma loja de peças e no balcão pedi uma peça ao atendente. Ele virou a tela do computador e disse:
- O sistema está fora.
Eu com uma cara de “e daí”, disse:
- Hã...
Ele logo falou:
- Opa!!! Voltou.
Eu com uma pressa tradicional, pensei: “ graças a Deus”;
No mesmo momento o rádio dele dá um sinal de chamada. Achei que ele não fosse atender, mas errei. O cara atendeu e era outro cliente, pedindo um peça. Então ele me disse:
- Aguarde um minutinho só que eu já continuo lhe atendendo.
Abri os braços, como em uma prece, e levantando os ombros, falei:
- E aê mermão, que porra é essa!!!!
Ai o cara:
- Calma, estou atendendo um cliente!!!
Como se eu não fosse um.
Virei e fui embora. O problema é que para encontrar a peça em outro lugar foi dose.
Como pode uma pessoa dar preferência para quem liga, e você que está ali ser secundário.
Então eu me rendi. Cheguei no escritório e liguei para loja. O cara me atendeu e eu pedi para trazer a peça até a empresa. Chegou no horário prometido, porém no modelo errado que eu queria. Em fim, uma merda total.
Acredito que a presença deve ser valorizada, até por um motivo de educação. Como em uma reunião, ou em um jantar, uma aula, a pessoa interromper em qualquer momento para atender o celular. Isso pra mim é tão deselegante quanto inadmissível.
Por ser um recurso cotidiano novo, as famílias ainda não tem o costume de educar quanto a tecnologia, então é hora de quebrar paradigmas e aguçar a percepção sobre essa nova mania, ou seja, necessidade, e não deixar nossos músculos atrofiar, muito menos nosso cérebro para certas atividades tão importantes à vida.
OBSERVAÇÃO: A inclusão digital é uma atitude de extrema importância, sobretudo aos idosos, já que hoje tudo é tecnologia. E só é boa quando serve a todos, quando não exclui uma classe ou grupo de pessoas e é vantajosa a toda população.
Um abraço a todos e até a próxima quinta.
*Alex Peres (alexperes@superonda.com.br) – é adepto do digital mas ama o analógico.
Isso tudo demonstra o domínio sobre nós, causado pela revolução tecnológica desse século.
Sou adepto a recursos tecnológicos, até pela minha formação que exige que me mantenha antenado a esse desenvolvimento. Fico pensando o que faria sem a internet para poder me comunicar, o celular, o rádio, os canais por assinatura? Tudo isso entra em nossas vidas sem pedir licença causando uma dependência tecnológica invisível tão nociva quanto uma droga sintética.
Como um profissional de tecnologia, sou adepto à comunhão de atitudes que temos que usar para evitar essa dependência. Alguns exercícios que valem a pena fazer para não nos tornarmos escravos.
Mandar uma carta escrita a mão pelos correios. Um atitude que ha uma década seria normal, hoje é praticamente falida, porém de um romantismo impar; Jogar bola realmente com seu filho, e não Play Station; Ir mais àquela pizzaria e pedir menos pelo tel; etc.
A tecnologia foi feita para facilitar e não para acomodar.
Existe também a questão da educação. Por ser uma coisa nova para muitos, e por permitir uma comunicação mais facilitada, fica mais fácil perceber a falta de educação de algumas pessoas.
A prioridade para atender um celular faz com que você, que está ali ao vivo, seja um total ninguém. Um exemplo, foi quando eu, nesses dias, fui a uma loja de peças e no balcão pedi uma peça ao atendente. Ele virou a tela do computador e disse:
- O sistema está fora.
Eu com uma cara de “e daí”, disse:
- Hã...
Ele logo falou:
- Opa!!! Voltou.
Eu com uma pressa tradicional, pensei: “ graças a Deus”;
No mesmo momento o rádio dele dá um sinal de chamada. Achei que ele não fosse atender, mas errei. O cara atendeu e era outro cliente, pedindo um peça. Então ele me disse:
- Aguarde um minutinho só que eu já continuo lhe atendendo.
Abri os braços, como em uma prece, e levantando os ombros, falei:
- E aê mermão, que porra é essa!!!!
Ai o cara:
- Calma, estou atendendo um cliente!!!
Como se eu não fosse um.
Virei e fui embora. O problema é que para encontrar a peça em outro lugar foi dose.
Como pode uma pessoa dar preferência para quem liga, e você que está ali ser secundário.
Então eu me rendi. Cheguei no escritório e liguei para loja. O cara me atendeu e eu pedi para trazer a peça até a empresa. Chegou no horário prometido, porém no modelo errado que eu queria. Em fim, uma merda total.
Acredito que a presença deve ser valorizada, até por um motivo de educação. Como em uma reunião, ou em um jantar, uma aula, a pessoa interromper em qualquer momento para atender o celular. Isso pra mim é tão deselegante quanto inadmissível.
Por ser um recurso cotidiano novo, as famílias ainda não tem o costume de educar quanto a tecnologia, então é hora de quebrar paradigmas e aguçar a percepção sobre essa nova mania, ou seja, necessidade, e não deixar nossos músculos atrofiar, muito menos nosso cérebro para certas atividades tão importantes à vida.
OBSERVAÇÃO: A inclusão digital é uma atitude de extrema importância, sobretudo aos idosos, já que hoje tudo é tecnologia. E só é boa quando serve a todos, quando não exclui uma classe ou grupo de pessoas e é vantajosa a toda população.
Um abraço a todos e até a próxima quinta.
*Alex Peres (alexperes@superonda.com.br) – é adepto do digital mas ama o analógico.
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Drogas e armas: o lado podre da vida
Por Figurótico*
Há fins de semana em que somos brindados por acontecimentos diversos que nos fazem sentir alegria por viver. Neste especificamente teve de tudo, casamentos, parentes, amigos, Mengão chegando perto do título. Mas basta que segunda-feira você se atualize no noticiário para ver que a vida anda toda ao avesso. As manchetes dão conta de o mundo anda perdido cada vez mais e sem aparentes soluções para o mal. Entre os que nos apavoram, drogas e armas. E claro, talvez o pior, a própria cabeça do homem, que fez questão de esculhambar com o mundo que Deus nos deu, inventando a bomba atômica, a intolerância, o preconceito, a violência, a “trairagem”, a ganância, o dinheiro, as drogas, as armas, etc.
O músico Bruno Kligierman, de 26 anos, viciado em crack, estrangulou a namorada e com isso acabou não só com a vida de Bárbara Chamun, mas com a das duas famílias envolvidas. Fazendo seu próprio pai ter de chamar a polícia conscientemente para prendê-lo, e não reagiu à prisão. A discussão acerca da droga, da liberação ou não do uso da maconha vai longe. Os prós e contras são infinitos. Se legalizada fosse derrotaria uma parte pequena parcela do tráfico? A maconha é tão inofensiva quanto se diz? Em comparação com o mesmo período de 2008, a quantidade de pedras apreendidas de crack no Rio cresceu 542%, segundo o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). Esta especificamente apavora. Penso no que pode levar o sujeito a experimentá-la. É sabido que se vicia nas primeiras vezes, sendo mais forte do que as demais, e gera uma dependência instantânea. O problema é justo esse, a primeira vez do crack, onde a cabeça do homem fraqueja humilhantemente. Por falta de informação não é, visto que o crime ocorrido foi na zona sul do Rio e outros lugares mais que o crack anda multiplicando suas vítimas, já não se restringe mais às “Cracolândias”.
Ainda no Rio, na Penha, uma mesma bala perdida mata a mãe e fere sua filha que estava no colo. Segundo parentes, o projétil teria partido de um carro da PM, que nega a informação, e que a atribui aos traficantes. Vale lembrar que na semana anterior o que chocou – além do crime imbecil depois de uma briga e um assalto de uma jaqueta e um tênis – foi a reação escandalosa dos policiais. Levaram consigo os pertences roubados, não prenderam os meliantes e ainda NÃO PRESTARAM SOCORRO À VÍTIMA! Um coordenador do Afroreggae, que estava estendido na Rua do Ouvidor, no Centro do Rio.
Saindo do país, em Bagdá, um atentado mata 155 pessoas e deixa 500 feridos. Qual a diferença entre lá e cá? Os atentados terroristas matam 150 de uma vez, aqui de bala em bala, vai se matando a mesma quantidade de pessoas, por causas cada vez mais banais.
*Figurótico é músico, 34 anos, e só faz uso de álcool. E se este fomentasse o tráfico, já teria o abandonado.
Há fins de semana em que somos brindados por acontecimentos diversos que nos fazem sentir alegria por viver. Neste especificamente teve de tudo, casamentos, parentes, amigos, Mengão chegando perto do título. Mas basta que segunda-feira você se atualize no noticiário para ver que a vida anda toda ao avesso. As manchetes dão conta de o mundo anda perdido cada vez mais e sem aparentes soluções para o mal. Entre os que nos apavoram, drogas e armas. E claro, talvez o pior, a própria cabeça do homem, que fez questão de esculhambar com o mundo que Deus nos deu, inventando a bomba atômica, a intolerância, o preconceito, a violência, a “trairagem”, a ganância, o dinheiro, as drogas, as armas, etc.
O músico Bruno Kligierman, de 26 anos, viciado em crack, estrangulou a namorada e com isso acabou não só com a vida de Bárbara Chamun, mas com a das duas famílias envolvidas. Fazendo seu próprio pai ter de chamar a polícia conscientemente para prendê-lo, e não reagiu à prisão. A discussão acerca da droga, da liberação ou não do uso da maconha vai longe. Os prós e contras são infinitos. Se legalizada fosse derrotaria uma parte pequena parcela do tráfico? A maconha é tão inofensiva quanto se diz? Em comparação com o mesmo período de 2008, a quantidade de pedras apreendidas de crack no Rio cresceu 542%, segundo o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). Esta especificamente apavora. Penso no que pode levar o sujeito a experimentá-la. É sabido que se vicia nas primeiras vezes, sendo mais forte do que as demais, e gera uma dependência instantânea. O problema é justo esse, a primeira vez do crack, onde a cabeça do homem fraqueja humilhantemente. Por falta de informação não é, visto que o crime ocorrido foi na zona sul do Rio e outros lugares mais que o crack anda multiplicando suas vítimas, já não se restringe mais às “Cracolândias”.
Ainda no Rio, na Penha, uma mesma bala perdida mata a mãe e fere sua filha que estava no colo. Segundo parentes, o projétil teria partido de um carro da PM, que nega a informação, e que a atribui aos traficantes. Vale lembrar que na semana anterior o que chocou – além do crime imbecil depois de uma briga e um assalto de uma jaqueta e um tênis – foi a reação escandalosa dos policiais. Levaram consigo os pertences roubados, não prenderam os meliantes e ainda NÃO PRESTARAM SOCORRO À VÍTIMA! Um coordenador do Afroreggae, que estava estendido na Rua do Ouvidor, no Centro do Rio.
Saindo do país, em Bagdá, um atentado mata 155 pessoas e deixa 500 feridos. Qual a diferença entre lá e cá? Os atentados terroristas matam 150 de uma vez, aqui de bala em bala, vai se matando a mesma quantidade de pessoas, por causas cada vez mais banais.
*Figurótico é músico, 34 anos, e só faz uso de álcool. E se este fomentasse o tráfico, já teria o abandonado.
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Drogas e armas
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Linha Imaginária
por Mozart Valle Neto*
Todas as pessoas têm os seus próprios limites. A nossa volta temos uma tênue linha que demarca nosso espaço. Tudo séria fantástico se cada pessoa respeitasse a linha do outro e só a transpusesse quando fosse autorizado. Mas não é isso que vemos acontecer todos os dias.
Tenho o desprazer de morar entre três templos de religiões diferentes. Quase todos os dias da semana têm eventos nestes locais, porém a quarta-feira é infernal, não resisti ao trocadilho. Neste dia as três estão em ação e parecem brigar pelos fiéis, pois a cada dia mais aumentam seus volume. Entoam seus cânticos religiosos e colocam seus membros mais positivos para tentar colocar passantes incautos para dentro, cada uma a sua maneira. Acaba sendo um total desrespeito a individualidade da pessoa.
Mas este desrespeito não está resumido a isso. Outro bom exemplo que temos é a publicidade. Cada vez mais comerciais que obrigam o cliente a adquirir aquele produto, sem a menor preocupação com a necessidade real. Já repararam como o som da TV aumenta sozinho quando começa o intervalo. Chamam nossa atenção.
Mas está história não tem apenas bandidos, tem mocinhos que incautamente invadem o espaço alheio e às vezes o desrespeitam. Quase sempre em nome do melhor para você, no ponto de vista do outro.
Sei que vou narrar agora uma cena vista pela maioria, não sei se com esta ótica. É um ponto de vista meu e estou avaliando meus atos: No casamento de nossos grandes amigos João e Bárbara, aliás parabéns e felicidades, assisti a dois momentos que me chamaram a atenção.
O primeiro foi quando o DJ resolveu apimentar a pista e aumentou muito o volume do som, com músicas de gosto duvidoso em minha opinião, e não soube equalizar corretamente. Pois vários amigos foram lá dar um toque nele e nada aconteceu. A grande questão é que a pista estava lotada e ninguém se importava muito. Só importava sacudir o esqueleto levado pela cerveja.
O outro momento foi a excelente apresentação do Coronel Antônio Bento, outra vez no meu ponto de vista. Porém não agradou a massa casamenteira. Mais tarde na minha reflexão diária percebi que tinha me comportado do mesmo jeito que minhas vizinhas barulhentas. Tentando convencer que um era melhor ou mais forte que o outro. Pois havia criticado o DJ e apoiado a banda amiga.
Fiquei pensando...
E não cheguei a uma conclusão, pois é preciso demonstrar nossas opiniões e gostos. Se não mostrarmos como vamos divulgar nossas idéias.
Queiram todos opinar nesta questão, eu sinto que é um pensamento que vale a pena ser levado em consideração.
Em tempo: O cardápio do casamento foi sensacional. Adorei as massas em especial a com molho de mostarda e ao sugo estava perfeita.
* Mozart Valle Neto (mozart.valle@hotmail.com) tem 37 anos, é separado e trabalha na área de educação e marketing, adorou o show do Coroné Antônio Bento, mas não conhece quase nenhuma música que foi tocada e tem coragem para dizer isso, rs .
O outro momento foi a excelente apresentação do Coronel Antônio Bento, outra vez no meu ponto de vista. Porém não agradou a massa casamenteira. Mais tarde na minha reflexão diária percebi que tinha me comportado do mesmo jeito que minhas vizinhas barulhentas. Tentando convencer que um era melhor ou mais forte que o outro. Pois havia criticado o DJ e apoiado a banda amiga.
Fiquei pensando...
E não cheguei a uma conclusão, pois é preciso demonstrar nossas opiniões e gostos. Se não mostrarmos como vamos divulgar nossas idéias.
Queiram todos opinar nesta questão, eu sinto que é um pensamento que vale a pena ser levado em consideração.
Em tempo: O cardápio do casamento foi sensacional. Adorei as massas em especial a com molho de mostarda e ao sugo estava perfeita.
* Mozart Valle Neto (mozart.valle@hotmail.com) tem 37 anos, é separado e trabalha na área de educação e marketing, adorou o show do Coroné Antônio Bento, mas não conhece quase nenhuma música que foi tocada e tem coragem para dizer isso, rs .
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13ª coluna
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
O SILÊNCIO
por Carlos Vinicius Rosenburg*
Dia desses, pela manhã, fui levar minha filha para fazer uma consulta (na verdade, um exame) e acabei tendo que ficar algum tempo na sala de espera do consultório. E que espera!
Enquanto aguardava, procurei as tradicionais revistas Veja, Época e Isto É, mas não as encontrei. Havia apenas alguns exemplares daquelas revistas médicas com anúncios de laboratórios farmacêuticos. Porém, olhando em volta, entendi a ausência: uma TV ligada, em um altíssimo volume, passando um desenho que eu não conhecia.
Fui até a secretária e perguntei se ela podia abaixar o volume ou desligar o aparelho, no que fui repreendido pela mesma, ao dizer que aquilo era para as crianças, sendo quase fulminado pelos olhares das mães presentes (ah, eu era o único pai no local) – minha mãe classificaria tais olhares como “seca-pimenteira”. Fiquei quieto no meu lugar.
O que parece acontecer, na verdade, é que a maioria das pessoas tem ojeriza, detesta, tem horror ao silêncio. São indivíduos que ligam a televisão em alto volume enquanto almoçam, ao mesmo tempo em que estão com o aparelho de som também ligado, passam pela cozinha, onde já colocaram outro aparelho de tevê (ligado!), conversam no telefone para que os outros os ouçam (na rua, no cinema, no teatro, em qualquer lugar), falam alto, mas não ouvem ninguém. Instalam caixas de som cada vez mais potentes nos carros, que passam pela cidade em um volume ensurdecedor, e geralmente com músicas de oitava categoria. Não basta ouvir aquilo. É preciso fazer com que os outros também ouçam, queiram ou não.
Pensando bem, ao olharmos tudo isso com calma, vamos ver pessoas que adoram falar de si, que possuem o ego inflado, que só têm olhos para o próprio umbigo. E o silêncio é inimigo mortal do ego. Como disse certa vez Huberto Rohden, “o silêncio é a agonia do ego” (o velho Rohden é outro brasileiro genial que é solenemente ignorado em nosso país – para saber mais, consulte o catálogo da Editora Martin Claret ou a Wikipédia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Huberto_Rohden). É aquela velha história: pessoas inteligentes falam de idéias, pessoas medíocres falam de si próprias.
Você pode estar se perguntando: mas o colunista sugere o quê? Que nos tranquemos em um quarto, que vivamos em solidão?
Não, muito longe disso. Mesmo porque, ao contrário do que parece, a angústia dessas pessoas “barulhentas” é maior do que aparenta. Estão solitárias com todo o seu barulho, não podem sequer pensar na hipótese de ficar sozinhas. Enlouqueceriam.
O que se propõe aqui é apenas uma oportunidade para o silêncio, a contemplação, coisas cada vez mais difíceis em um mundo de informação ininterrupta, de novas tecnologias, da falta de tempo. É o esvaziamento do ego.
Até a próxima segunda, que eu vou fazer um minuto de silêncio.
Dica de cinema: O Silêncio, de Ingmar Bergman, e Dersu Uzala, de Akira Kurosawa.
*Carlos Vinicius Rosenburg (cvrosenburg@gmail.com) tem 37 anos, é casado e já foi muito barulhento. Hoje em dia tem procurado um pouco de quietude, mas espera poder quebrar o silêncio gritando, em breve, “Hexacampeão!”. DCF! (Deixou chegar...). Escreve também no blog Confraria Jurídica (http://www.confrariajuridica.blogspot.com/).
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13ª coluna - Silêncio
domingo, 25 de outubro de 2009
Caleidoscópio Sem Lógica
Por Valério Cortez
Sou obediente, sempre fui obediente, mas na vida do que na escola, mas sempre obediente. Quando Nelson Rodrigues disse, “jovens de todo o mundo envelheçam”, envelheci.
Sou obediente, sempre fui obediente, mas na vida do que na escola, mas sempre obediente. Quando Nelson Rodrigues disse, “jovens de todo o mundo envelheçam”, envelheci.
Como o envelhecimento faz parte de um processo natural de nosso organismo e ainda não encontraram o elixir da juventude eterna, eu acho que não tenho mesmo como escapar dessa furada.
Mas como tudo na vida, este novo status existencial, traz consigo vantagens e desvantagens, as vantagens eu ainda estou procurando, enquanto as desvantagens já estou sentindo na pele.
Todo este preâmbulo é só pra dizer que minha memória ta uma merda e antes que ele piore de vez, eu gostaria de registrar aqui as memórias deste meu relacionamento de 53 anos com esta jovem senhora de 177 anos, nossa querida cidade.
Então vamos falar de Barra Mansa, mas de qual Barra Mansa falar? A dos anos 60, quando transitávamos por uma Av. Joaquim leite de mão dupla? A dos anos 70, quando enchíamos os bailes de nossos clubes e nos divertíamos brigando com nossos vizinhos de Volta Redonda? A dos anos 80, quando lotávamos a estação ferroviária ,saindo ou chegando no trenzinho mineiro? A dos anos 90, quando vendo a decadência da cidade , começamos a ir embora? Ou a de hoje, indefinida, maltratada e quase dormitório da região? Sei lá, sinceramente não sei.
Assim sendo, e devido à fragilidade de minha memória, apresento a vocês um pequeno inventário de lembranças, são lugares e nomes que muito das vezes não passam de um rápido flash guardado em meu peito.
Bilhar Recreio
Beco da Brahma.
Beco da Chevrolet
Padaria Guacira
Bar Azul
Bar do Eros
Bar do Kalil
Postinho
Supermercado São João
Chopp Natural
Restaurante Cuca
Restaurante Veneziano
Restaurante Rio Branco
Pizzaria Amalfi Pizzaria Sorrento
Casa Gonzaga
Casa Valiante
Casa Aurora
Casa do Estudante
A bombonier
Cine Palácio
Cine Riviera
Cine Saudade
Cine Éden
Lanchonete 3 de outubro
O Castelinho
O Cisne Branco
Balsa Bar
Réveillon no Municipal
Matinê de carnaval no ilha
Colégio Verbo Divino
Mercado Municipal
Supermercado Socorro
Rua Santos Dumont
Rua Bulção Viana
Esporte Clube Siderantin
Asteca Clube
O leão do sul
Hotel Careca
Bar do Batata
Nova Cap.
Quadra do Barão de Aiuruoca
O Por do Sol
(O nome da brincadeira é lembrar.)
Dando Seqüência a serie “RUMO AO ÉQUIÇA”, leiam o que diz este tricolor:
“Para qualquer um, a camisa vale tanto quanto uma gravata .Não para o Flamengo. Para o Flamengo a camisa é tudo. Já têm acontecido várias vezes o seguinte:- quando o time não dá nada, a camisa é içada, desfraldada, por invisíveis mãos. Adversários, juízes, bandeirinhas, tremem, então, intimidados, acovardados, batidos. Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará à camisa, aberta no arco. E diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável”.
Nelson Rodrigues
Obs.: O casamento bombou.
Parabéns: João Carlos&Barbara&Coronel Antonio Bento.
Foi bom rever: Serginho&Cezinha&Mozart
Foi bom estar com todos.
Um grande abraço e um bom domingo.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Ateísmo
* Luciano RomanieliEssa semana um cartaz me chamou atenção no metrô, o texto divulgava que “Um milhão de Nova-iorquinos estão bem sem Deus. E você?”. Isso significa que 15% da população é cética, esses dados são de “2008 American Religious Identification Survey”. Essa campanha custou US$ 25,000.00, está em 12 estações e foi financiada por um anônimo. Tenho no Brasil dois amigos ateus, os dois tem uma semelhança, são extremamente intelectualizados.
Será que a informação nos afasta de Deus?
Eu estou longe de ser intelectual, mas uma coisa é certa, sou cristão. Não consigo ficar sem o pai nosso, que oro várias vezes ao dia, esse é o meu mantra. Minha base religiosa é meio confusa, mas funciona muito bem para mim, isso que é importante. Sou ligado ao Budismo que tem como foco o indivíduo e Cristão que tem como foco o messias. O próprio Dalai Lama disse que a melhor religião é a que te faz bem.
Acredito que esse campanha criará uma polêmica nessa sociedade conservadora e cristã.
Segue a indicação de mais uma banda “Dead by sunrise” o som que eu estou curtindo é “Morning after”

Link da música no you tube:
http://www.youtube.com/watch?v=DBMaJrB_DU8
Bom final de semana.
* Luciano Romanieli, ainda não tem filhos, mas tem duas afilhadas lindas Luíza e Aninha.
UM POUCO DE HISTÓRIA
Por César Augusto Zadorosny*
Recentemente fui agraciado com um exemplar do livro Três Caminhos, de autoria de Alan Carlos Rocha, conhecido historiador, escritor e poeta de nossa cidade.
A obra, publicada este ano pelo Grêmio Barramansense de Letras, divide-se em três partes ou três caminhos: crônicas, poesias e, como não poderia deixar de ser, história.
Posso dizer que se trata de leitura extremamente agradável e enriquecedora, pois o autor não só nos participa de detalhes de suas aventuras e lembranças pessoais, mas também nos brinda com pequenas jóias da história de Barra Mansa que, graças ao talento e empenho de pessoas como ele, felizmente ainda não soçobrou no ocaso.
Alan Carlos Rocha cordial e generosamente permitiu-me postar neste humilde espaço alguns trechos de sua bela obra, pelo que, separei três pequenos textos que trazem em si um pouco da memória da cidade, com curiosidades que nos fazem viajar no tempo.
Cruz credo!
Encimando o frontão da Igreja Matriz de São Sebastião, havia, em 1870, três enormes cruzes de ferro. Um famoso vereador da época deitou falação na sessão da Câmara, pedindo que tais cruzes fossem retiradas, pois colocavam em risco a vida das pessoas. Alegou o edil que, durante as chuvas, tais símbolos da cristandade poderiam atrair descargas elétricas da natureza. Várias leis de física foram citadas como justificação para a solicitação e o parlamentar não abria mão do seu petitório. Exigia que fossem substituídas por cruzes de malho, que não atraíam raios. Após três sessões discutindo tal situação, o vereador Joaquim Leite encerrou o falatório com a seguinte frase: “Cruz credo, nobre colega! Tais cruzes nos trazem fé, devoção e religiosidade. Se aprovarmos tal solicitação, pedirá V.Exa. que retiremos os trilhos das ferrovias, que nos trazem o progresso.” A discussão foi encerrada e as cruzes permaneceram ... sem atrair nenhum raio.
Prado Barramansense
Funcionou em Barra Mansa, até por volta de 1890, o Prado Barramansense, destinado às corridas de cavalos. A fina flor da sociedade local, elegantemente vestida, para lá se dirigia aos domingos, para acompanhar as competições. Evidentemente que a “fezinha” corria solta e muitas fortunas foram desfeitas nas quatro patas dos animais. Tal prado ficava localizado próximo à parada Harmonia, na Colônia Santo Antônio. O trem do ramal bananalense era o meio utilizado para se chegar.
Galos e quintais
Igualmente funcionou por essa mesma época, o Rink Barramansense, destinado às brigas de galos. No local, as esporas furaram as bolsas de muita gente. Situava-se na rua da Ponte, e os embates penosos ocorriam às quintas-feiras, ao meio dia, e aos sábados a partir das 18 horas.
Barra Mansa e o Presidente
O Dr. Washington Luiz Pereira de Souza, que foi Presidente do Brasil, sempre que podia passava férias em Barra Mansa. Em novembro de 1919, já eleito governador de São Paulo, esteve em nossa cidade durante todo o mês, na residência dos familiares de seu saudoso amigo Dr. José Hypólito de Oliveira Ramos. Washington Luiz iniciou aqui sua carreira de Promotor de Justiça, isso em 1892.
São apenas algumas pílulas do acervo publicado no livro. Espero que tenham gostado tanto quanto eu.
Nossos agradecimentos ao Alan Carlos Rocha pelo bonito trabalho e por sua gentileza e generosidade.
Abraço a todos e até breve.
César Augusto Zadorosny tem 35 anos, é pai de Júlia e esposo de Cris, tem formação acadêmica em Administração e Direito, e pede desculpas pela ausência da última semana, mas a foto postada ilustrou bem a situação.
Recentemente fui agraciado com um exemplar do livro Três Caminhos, de autoria de Alan Carlos Rocha, conhecido historiador, escritor e poeta de nossa cidade.
A obra, publicada este ano pelo Grêmio Barramansense de Letras, divide-se em três partes ou três caminhos: crônicas, poesias e, como não poderia deixar de ser, história.
Posso dizer que se trata de leitura extremamente agradável e enriquecedora, pois o autor não só nos participa de detalhes de suas aventuras e lembranças pessoais, mas também nos brinda com pequenas jóias da história de Barra Mansa que, graças ao talento e empenho de pessoas como ele, felizmente ainda não soçobrou no ocaso.
Alan Carlos Rocha cordial e generosamente permitiu-me postar neste humilde espaço alguns trechos de sua bela obra, pelo que, separei três pequenos textos que trazem em si um pouco da memória da cidade, com curiosidades que nos fazem viajar no tempo.
Cruz credo!
Encimando o frontão da Igreja Matriz de São Sebastião, havia, em 1870, três enormes cruzes de ferro. Um famoso vereador da época deitou falação na sessão da Câmara, pedindo que tais cruzes fossem retiradas, pois colocavam em risco a vida das pessoas. Alegou o edil que, durante as chuvas, tais símbolos da cristandade poderiam atrair descargas elétricas da natureza. Várias leis de física foram citadas como justificação para a solicitação e o parlamentar não abria mão do seu petitório. Exigia que fossem substituídas por cruzes de malho, que não atraíam raios. Após três sessões discutindo tal situação, o vereador Joaquim Leite encerrou o falatório com a seguinte frase: “Cruz credo, nobre colega! Tais cruzes nos trazem fé, devoção e religiosidade. Se aprovarmos tal solicitação, pedirá V.Exa. que retiremos os trilhos das ferrovias, que nos trazem o progresso.” A discussão foi encerrada e as cruzes permaneceram ... sem atrair nenhum raio.
Prado Barramansense
Funcionou em Barra Mansa, até por volta de 1890, o Prado Barramansense, destinado às corridas de cavalos. A fina flor da sociedade local, elegantemente vestida, para lá se dirigia aos domingos, para acompanhar as competições. Evidentemente que a “fezinha” corria solta e muitas fortunas foram desfeitas nas quatro patas dos animais. Tal prado ficava localizado próximo à parada Harmonia, na Colônia Santo Antônio. O trem do ramal bananalense era o meio utilizado para se chegar.
Galos e quintais
Igualmente funcionou por essa mesma época, o Rink Barramansense, destinado às brigas de galos. No local, as esporas furaram as bolsas de muita gente. Situava-se na rua da Ponte, e os embates penosos ocorriam às quintas-feiras, ao meio dia, e aos sábados a partir das 18 horas.
Barra Mansa e o Presidente
O Dr. Washington Luiz Pereira de Souza, que foi Presidente do Brasil, sempre que podia passava férias em Barra Mansa. Em novembro de 1919, já eleito governador de São Paulo, esteve em nossa cidade durante todo o mês, na residência dos familiares de seu saudoso amigo Dr. José Hypólito de Oliveira Ramos. Washington Luiz iniciou aqui sua carreira de Promotor de Justiça, isso em 1892.
São apenas algumas pílulas do acervo publicado no livro. Espero que tenham gostado tanto quanto eu.
Nossos agradecimentos ao Alan Carlos Rocha pelo bonito trabalho e por sua gentileza e generosidade.
Abraço a todos e até breve.
César Augusto Zadorosny tem 35 anos, é pai de Júlia e esposo de Cris, tem formação acadêmica em Administração e Direito, e pede desculpas pela ausência da última semana, mas a foto postada ilustrou bem a situação.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Eu gosto de você

por Alex Peres*
Boa tarde amigos blogueiros,
Desculpem-me a demora, mas é que o tempo está um tanto quanto exigente comigo.
Muitos assuntos pra falar, porém poucos pra lembrar e escrever. Essa coluna está sendo meu cafezinho do dia, e um café muito bom diga-se por sinal.
Como o tema campeão da semana foi o nosso glorioso Mengão, não posso deixar de exprimir minha total felicidade pela derrota do verdinho ontem contra o Santo André. Dizem que o Santo André se arrependeu e resolveu ajudar o Mengão.
Domingo é mais um clássico. E clássico é clássico, porém as estatísticas não podem deixar de ser consideradas. O Mengão vai sacolar o foguinho.
Para entoar mais um hino de glória, um canto de guerra, verdadeira obra para campeões, vou cantar em palavras um canto que possui uma das melodias mais bonitas que já vi cantadas no Maraca. Não sei quem é o autor, mas dizem que foi feita por um dos maiores ídolos do Mengão e o maior lateral direita que eu já vi jogar, o craque Leandro. Não acredito muito, pois Deus não poderia ser tão desigual dando duas qualidades tão sensacionais pra uma pessoa só.
Para conferir no vídeo segue: http://www.youtube.com/watch?v=09reoi9uQjk , cantada pelo interprete original.
Oh Meu Mengão
Eu gosto de você
Quero cantar ao mundo inteiro
A alegria de ser Rubro-Negro
Cante comigo Mengão
Acima de tudo Rubro-Negro
Cante comigo Mengão
Acima de tudo Rubro-Negro
Oh Meu Mengão
Eu gosto de você
Quero cantar ao mundo inteiro
A alegria de ser Rubro-Negro
Cante comigo Mengão
Acima de tudo Rubro-Negro
Cante comigo Mengão
Acima de tudo Rubro-Negro
Um abraço a todos, saudações Rubro Negras e até a próxima quinta.
*Alex Peres (alexperes@superonda.com.br) - é rubro negro muito antes de nascer, e nunca vai virar casaca porque não é fraco.
Desculpem-me a demora, mas é que o tempo está um tanto quanto exigente comigo.
Muitos assuntos pra falar, porém poucos pra lembrar e escrever. Essa coluna está sendo meu cafezinho do dia, e um café muito bom diga-se por sinal.
Como o tema campeão da semana foi o nosso glorioso Mengão, não posso deixar de exprimir minha total felicidade pela derrota do verdinho ontem contra o Santo André. Dizem que o Santo André se arrependeu e resolveu ajudar o Mengão.
Domingo é mais um clássico. E clássico é clássico, porém as estatísticas não podem deixar de ser consideradas. O Mengão vai sacolar o foguinho.
Para entoar mais um hino de glória, um canto de guerra, verdadeira obra para campeões, vou cantar em palavras um canto que possui uma das melodias mais bonitas que já vi cantadas no Maraca. Não sei quem é o autor, mas dizem que foi feita por um dos maiores ídolos do Mengão e o maior lateral direita que eu já vi jogar, o craque Leandro. Não acredito muito, pois Deus não poderia ser tão desigual dando duas qualidades tão sensacionais pra uma pessoa só.
Para conferir no vídeo segue: http://www.youtube.com/watch?v=09reoi9uQjk , cantada pelo interprete original.
Oh Meu Mengão
Eu gosto de você
Quero cantar ao mundo inteiro
A alegria de ser Rubro-Negro
Cante comigo Mengão
Acima de tudo Rubro-Negro
Cante comigo Mengão
Acima de tudo Rubro-Negro
Oh Meu Mengão
Eu gosto de você
Quero cantar ao mundo inteiro
A alegria de ser Rubro-Negro
Cante comigo Mengão
Acima de tudo Rubro-Negro
Cante comigo Mengão
Acima de tudo Rubro-Negro
Um abraço a todos, saudações Rubro Negras e até a próxima quinta.
*Alex Peres (alexperes@superonda.com.br) - é rubro negro muito antes de nascer, e nunca vai virar casaca porque não é fraco.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
O fim do Barra Mansa
Por Figurótico*
Já disse certa vez que cheguei para morar em Barra Mansa aos quatro anos de idade. Sou nascido no Barrão, na Santa Casa, mas morei até esta idade em Volta Redonda, na Vila. De algumas virtudes que tenho destaca-se a memória, que vez por outra me prega peças, ora por me lembrar de coisas maravilhosas por que passei, ora por me lembrar de coisas que não queria ter passado – e a lista é grande...
Em minha chegada lembro-me perfeitamente do estado do quintal, das obras em andamento ainda, era noite, todos nós carregávamos sacolas com o fim da mudança. Foi a única vez em que me mudei de casa com a família, por sorte era muito novo e não participei do lado pesado de uma. Já tinha visitado a rua aonde vim morar, pois nela meus avós, tios, já estavam há anos. Nisso vi a família crescer unida, tia de um lado e avós do outro. Agradeço muito a Deus por isso! Meus avós já se foram, o hoje a enorme casa continua aqui ao lado, com se ainda nela estivessem. A tartaruga de minha avó adotamos, continua esbanjando saúde.
Na parte de cima, o que toda criança sonha (sem saber) em ter: terraço, com espaço para brincadeiras. E dele, avistei um enorme campo de futebol, era o Barra Mansa Futebol Clube, ocupando uma área privilegiada do centro da cidade. Vivia cheio, quando não tinha jogo ou treino no campão, a quadra era usada. E ainda existia um pedaço grande, gramadinho, onde quem não tinha futebol nem idade para tal se aventurava. Eu comecei por ali. Da redondeza, todos ficavam ali, a turma da Jorge Lóssio, da Santos Dumont, da Ruinha, do Esqueleto, do Santa Mônica, do Verbo, da Sabec, do Barão, do Seu Canela, e por aí... Um pouco mais crescido veio a notícia-bomba de que uma rua cortaria o campo do Barra Mansa pela metade. Todos se perguntavam, “pra quê?”. E era isso, como todos sabem hoje, acabou-se com o campo de Barra Mansa, e o lado maior virou o campo da Santa Casa. Do lado de cá sobrou-nos um campinho onde foram colocadas duas traves. Quando me tornei goleiro do Barra Mansa de futebol de campo, os treinos eram realizados ali. E cada joguinho nessa fase da vida, era como uma final de campeonato. Emoção pura. O então estádio do Leão foi transferido para a Colônia, onde nunca pisei.
Na quadra (eu era mais fã de campo) passei momentos inesquecíveis. Os campeonatinhos, jogos-contra, peladas. Lembro-me de uma final de um campeonato que durou algumas semanas (eu ainda era atacante), e o jogo final ocorreu num domingo ensolarado. Toda a torcida da redondeza estava presente, fazendo barulho. Minha turma era tão nova, que os gritos da torcida ainda nem continham palavrões. “É canja, é canja, é canja de galinha/ Arruma outro time pra jogar na nossa linha”; “passou, passou, passou um avião/ e nele estava escrito que o Barra Mansa é campeão!”. Não me lembro ao certo quem era o time que derrotamos, mas fiz o gol da vitória. Saí correndo pela grade e a galera gritando. Se não me engano foi a primeira vez que fui aplaudido na vida. Nosso time era basicamente: Dino, Kiko, Cabeção, Miltinho Camarão, Betinho, algo assim. Todos jogavam bem, e como sabem, havia dois moleques que já estraçalhavam os maiores: Bruno Assis e Gleidson. Profissionais que ficaram conhecidos depois com o Futsal do Municipal.
Pois nessa semana tive a notícia de que o que restou do BMFC, o Leão do Sul, sua sede no Centro da cidade vai acabar de vez. Ali será a Colégio Municipal Vieria da Silva. E esta semana as grades já foram ao chão. Passei ali estático. Sem entender muito, meio reticente quase indiferente naquele instante, perdido... Até eu atravessar toda a quadra e dar vontade de chorar. O pedaço mais gostoso de minha infância estava no chão e em breve sumirá. Se dói em mim, imagina na família que ali reside desde sempre. Dona Eunice, esposa do falecido Canga! E toda a trupe, alguns já falecidos como o patriarca, Canguinha, Cláudio e Dedão. Dino e Taí estão por aí, além das irmãs Leidjane e Eliane, se não estou errado. Enquanto os operários punham ao chão as primeiras grades, pude ver o Betão, antigo goleiro e administrador do BM observando tudo, sem chorar... por fora. Imaginem pro dentro?
*Figurótico é músico, 34 anos, e viu três de seus grandes amigos hoje, pela primeira vez (antes mesmo do Verbo), na quadra do Barra Mansa. Bujão, Vitão e Alex!
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9ª coluna,
BMFC,
Leão do Sul
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Você já se alimentou hoje? Agradeça ao produtor rural.
por Mozart Valle Neto*
De manhã a gente acorda. Senta-se à mesa é vamos tomar nosso desjejum. Café, leite, açúcar, pão francês, queijo, presunto, manteiga. Podia ficar aqui até amanhã listando os produtos de origem agrícola que estão dentro de nossas casas. Mas será que alguém pensa em como aquele produto chegou até a sua mesa.
Para exemplificar vou contar de apenas um. O leite! Esse nobre produto que é consumido na sua forma natural ou como base de diversos produtos como queijos, iogurtes, manteigas... Ou também como componente da receita.
Bom o leite não começa na vaca como seria esperado e sim no alimento da vaca. O que a vaca ingerir vai interferir diretamente na qualidade e na quantidade do leite produzido. Seria quase como se ela fosse à fábrica do leite. Então nossa produtora se alimenta e produz o produto. Ele é coletado, de maneira manual (mais comum) ou através de ordenhas mecânicas. O produto é estocado em um tanque refrigerado. Aqueles bucólicos latões que ficavam nas estradas vicinais estão morrendo. A escala industrial chegou com tudo na agricultura. Então o caminhão tanque vem até a propriedade ou até o tanque comunitário centralizador e recolhe o material. Quando chega a indústria ele passa por diversos processos, dependendo do produto final. Aí então que ele vai para o balcão da padaria e para a mesa de cada um.
Pois é, esta viagem acontece todos os dias, de domingo a domingo, sem feriado ou dia santo. Por isso o titulo da coluna.
Mas tem uma coisa que também é importante! Você sabia que a agricultura é a responsável pela nossa precoce saída da crise econômica mundial. Sim! Isso mesmo!
É a explicação é simples. O principal instrumento de avaliação da economia é o PIB. A agricultura é a maior responsável pelo crescimento do Produto Interno Bruto. E que a indústria e os serviços têm o maior volume de vendas, mas também tem um enorme número de compras internacionais. Já o agronegócio praticamente só vende. Por isso hoje necessitamos agradecer duas vezes ao produtor rural.
De manhã a gente acorda. Senta-se à mesa é vamos tomar nosso desjejum. Café, leite, açúcar, pão francês, queijo, presunto, manteiga. Podia ficar aqui até amanhã listando os produtos de origem agrícola que estão dentro de nossas casas. Mas será que alguém pensa em como aquele produto chegou até a sua mesa.
Para exemplificar vou contar de apenas um. O leite! Esse nobre produto que é consumido na sua forma natural ou como base de diversos produtos como queijos, iogurtes, manteigas... Ou também como componente da receita.
Bom o leite não começa na vaca como seria esperado e sim no alimento da vaca. O que a vaca ingerir vai interferir diretamente na qualidade e na quantidade do leite produzido. Seria quase como se ela fosse à fábrica do leite. Então nossa produtora se alimenta e produz o produto. Ele é coletado, de maneira manual (mais comum) ou através de ordenhas mecânicas. O produto é estocado em um tanque refrigerado. Aqueles bucólicos latões que ficavam nas estradas vicinais estão morrendo. A escala industrial chegou com tudo na agricultura. Então o caminhão tanque vem até a propriedade ou até o tanque comunitário centralizador e recolhe o material. Quando chega a indústria ele passa por diversos processos, dependendo do produto final. Aí então que ele vai para o balcão da padaria e para a mesa de cada um.
Pois é, esta viagem acontece todos os dias, de domingo a domingo, sem feriado ou dia santo. Por isso o titulo da coluna.
Mas tem uma coisa que também é importante! Você sabia que a agricultura é a responsável pela nossa precoce saída da crise econômica mundial. Sim! Isso mesmo!
É a explicação é simples. O principal instrumento de avaliação da economia é o PIB. A agricultura é a maior responsável pelo crescimento do Produto Interno Bruto. E que a indústria e os serviços têm o maior volume de vendas, mas também tem um enorme número de compras internacionais. Já o agronegócio praticamente só vende. Por isso hoje necessitamos agradecer duas vezes ao produtor rural.
* Mozart Valle Neto (mozart.valle@hotmail.com) tem 37 anos, é separado e trabalha na área de educação e marketing. Mora na cidade mas anda sonhando com um pedaço de chão pra plantar e pra colher.
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12ª coluna
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Andrade e a simplicidade
*por Carlos Vinicius Rosenburg
Continuando o assunto iniciado por nosso decano, Sr. Valério Cortez, falaremos do mais importante dos temas desimportantes (será?), o futebol. Sim, o esporte bretão, mais popular do mundo, o jogo da simplicidade.
Mas a coluna não terá como tema o central o futebol em si, mas uma figura que tem sua vida confundida com o esporte em questão. Como a foto acima entrega, o personagem de hoje, pelo menos para quem acompanha o futebol, dispensa apresentações: Andrade.
Jorge Luís Andrade da Silva é mineiro de Juiz de Fora, nascido em 21/4/57. Começou no futebol no Flamengo em 1974, nas categorias de base do clube. Em 1977 foi emprestado ao ULA de Mérida, da Venezuela, para ganhar experiência, retornando ao Fla em 1978 (NOTA: foi artilheiro no clube Venezuelano - atuava como atacante!). Começou a entrar no time em 79/80, logo tornando-se titular absoluto e passando a fazer parte do esquadrão mais vitorioso da história do clube. Em 1988 transferiu-se para a Itália, para jogar na Roma, onde ficou pouco tempo, retornando em 1989 para jogar pelo vasco da gama, onde conquistaria seu 5º título Brasileiro (os quatro primeiros foram com o Flamengo - junto com Zinho, é o jogador com mais conquistas de campeonato brasileiro). Na década de 90 atuou em alguns clubes pequenos, vindo a encerrar sua carreira em 1997.
Após encerrar sua vitoriosa carreira como jogador de futebol, Andrade se tornou auxiliar técnico do Flamengo, assumindo em várias oportunidades o cargo de técnico, porém, interinamente.
Quis o destino, entretanto, que o "Tromba" (apelido colocado pelo grupo de 1981) fosse efetivado em 2009, após a saída do técnico Cuca, em um jogo contra o Santos na Vila Belmiro, campo em que o Flamengo não conquistava uma vitória desde 1976. Ao sair de campo, Andrade, emocionado pela perda do companheiro do time de 1987, o goleiro Zé Carlos, que havia falecido dois dias antes, dedicou a vitória ao amigo. Aquela cena tocou o coração dos rubro-negros. E também mostrava o estilo do novo comandante da nave flamenga.
Andrade não usa os ternos italianos ou o vocabulário "lazaronês" dos "professores-doutores" do futebol contemporâneo, como Luxemburgo, Autuori, Mancini, Mário Sérgio e outros. Muito pelo contrário. De jeito simples, com problemas na dicção, Andrade fala a linguagem do mundo da bola. Também não ganha (ainda) a fábula desses mesmos "professores" (Vanderlei Luxemburgo, ícone desses coachs, dava despesa de aproximadamente 700 mil(!) reais ao palmeiras, entre salários seus e de sua comissão técnica, com resultados pra lá de discutíveis), sendo um profissional que pode ser considerado barato.
Ridicularizado no início, trabalhando em silêncio, o "Tromba" foi mostrando seu trabalho. Começou arrumando o estrago feito por Cuca. Aos poucos, mudou o esquema, colocou o time jogando pra frente, como a torcida do Flamengo gosta. Andrade conhece o clube, seus problemas, suas virtudes. E conhece futebol.
Muito mais do que isso, Andrade nos faz lembrar que o futebol é o esporte mais popular do mundo por ser um esporte simples, em que qualquer um pode jogar (o único esporte em que alguém que não gosta de treinar e é baixinho pode ser um fora de série). Andrade nos faz lembrar que não é preciso ser acadêmico para conhecer o futebol. Aliás, quanto menos complicação, melhor. Os jogadores entendem e agradecem. Ainda não ganhou títulos, mas isso será apenas consequência da continuidade de seu trabalho. Muitos desses "professores-doutores" da atualidade não ganharam nada, no máximo um Estadual, e andam de nariz em pé ancorados em um vocabulário pseudosofisticado.
Andrade veio para derrubar esses mitos, como fez ontem contra o palmeiras. Parabéns, Tromba!
*Carlos Vinicius Rosenburg (cvrosenburg@gmail.com) tem 37 anos, é casado, e acredita que o Flamengo está na briga pelo título brasileiro. Também escreve no blog Confraria Jurídica (www.confrariajuridica.blogspot.com). Si, se puede!!!
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12ª coluna - Andrade
domingo, 18 de outubro de 2009
Mengo mengo mengo

Caros amigos e amigas
Hoje não tem coluna, hoje tem oração.
Bom domingo a todos
Oração de um Rubro-Negro
( Billy Blanco )
Quem é Flamengo me acompanhe,
eu vou fazer minha oração.
um Rubro-negro
Ganhe ou não ganhe
Deve manter a devoção.
Uma vez Flamengo
Sempre Flamengo
Flamengo sempre eu hei de ser
É o meu maior prazer
Vê-lo brilhar
Seja na terra
Seja no mar
vencer, vencer, vencer
Uma vez Flamengo
Flamengo até morrer
Na regata ele me mata
Me maltrata, me arrebata
De emoção no coração
Consagrado no gramado
Sempre amado, o mais cotado,
Nos Fla-Flus é o Ai jesus
Eu teria um desgosto profundo
Se faltasse o Flamengo no mundo
Ele vibra, ele é fibra
Muita libra já pesou
Flamengo até morrer
Eu sou.
Rumo ao G-4
Que Deus nos ajude
Por Valério cortez
Guilherme Cortez
Zeca Cortez
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Element Eight - A perfect Circle
* Por Luciano Romanieli
Estava no trabalho e os colegas só falavam no tal DJ que iria tocar na festa. Peter é um muito, o som dele é demais. Minha raiz é do rock, mas para viver nesse mundo globalizado não podemos ser radicais, hoje em dia resisto menos a muito eletrônica, longe de ser a música que carrego comigo. Continuava trabalhando, mas com as orelhas em pé prestando atenção no papo da festa, até que escutei que a DJ Ana Paula do Rio abriria o som do tal Peter. Dentro do cenário eletrônico do Rio a única DJ que consigo ir na onda é essa, o som dela tem uma batida maneira. Emburaquei com a galera, o lugar era maneiro, mas nesse dia remei, remei, mas não consegui pegar a onda da música eletrônica. Estava no balcão tomando uma gelada e olhando aquela doideira, quando percebi outro camarada na mesma situação, com uma camisa preta do AC/DC. Sacudimos a cabeça um para outro e acabamos trocando uma idéia, a figura é um blogueiro que tinha recebido uma grana boa para ir à festa e postar um comentário no seu blog. O blog dele tem certa audiência aqui em NY e ele vive disso. http://scenestirz.com/. Acabamos batendo papo de rock com o som eletrônico no fundo.
Aliás, nunca escutei tanto rock como agora, eu procuro escutar músicas em Inglês para praticar o idioma, com isso acabei sendo aplicado por outro amigo a algumas bandas que eu ainda não conhecia. Não sei se a rapaziada conhece, todo caso segue a indicação:
http://www.youtube.com/watch?v=02y3s_yeuyo&feature=related
Element eighty – Broken Promises

http://www.youtube.com/watch?v=23eZMdixAuk&feature=related
A perfect Circle - Judith
Essa semana eu fiquei muito chateado com a perda de uma grande persona de Barra Mansa, Bere, mãe da Flavinha e do Dudu. Bere tinha uma cabeça super jovem, foi minha companheira de muitas geladas na barraca do Menor, onde escutava suas histórias, boa parte das vezes muito divertidas. Bere que a sua passagem seja da melhor forma possível, nós vemos em outro tempo.
Fiquem com Deus.
Bom final de semana.
Abraço.
* Luciano Romanieli está virando um picolé, no Outono está fazendo quase zero grau Celsius, não quero imaginar quando o Inverno brabo chegar.
Estava no trabalho e os colegas só falavam no tal DJ que iria tocar na festa. Peter é um muito, o som dele é demais. Minha raiz é do rock, mas para viver nesse mundo globalizado não podemos ser radicais, hoje em dia resisto menos a muito eletrônica, longe de ser a música que carrego comigo. Continuava trabalhando, mas com as orelhas em pé prestando atenção no papo da festa, até que escutei que a DJ Ana Paula do Rio abriria o som do tal Peter. Dentro do cenário eletrônico do Rio a única DJ que consigo ir na onda é essa, o som dela tem uma batida maneira. Emburaquei com a galera, o lugar era maneiro, mas nesse dia remei, remei, mas não consegui pegar a onda da música eletrônica. Estava no balcão tomando uma gelada e olhando aquela doideira, quando percebi outro camarada na mesma situação, com uma camisa preta do AC/DC. Sacudimos a cabeça um para outro e acabamos trocando uma idéia, a figura é um blogueiro que tinha recebido uma grana boa para ir à festa e postar um comentário no seu blog. O blog dele tem certa audiência aqui em NY e ele vive disso. http://scenestirz.com/. Acabamos batendo papo de rock com o som eletrônico no fundo.
Aliás, nunca escutei tanto rock como agora, eu procuro escutar músicas em Inglês para praticar o idioma, com isso acabei sendo aplicado por outro amigo a algumas bandas que eu ainda não conhecia. Não sei se a rapaziada conhece, todo caso segue a indicação:
http://www.youtube.com/watch?v=02y3s_yeuyo&feature=relatedElement eighty – Broken Promises

http://www.youtube.com/watch?v=23eZMdixAuk&feature=related
A perfect Circle - Judith
Essa semana eu fiquei muito chateado com a perda de uma grande persona de Barra Mansa, Bere, mãe da Flavinha e do Dudu. Bere tinha uma cabeça super jovem, foi minha companheira de muitas geladas na barraca do Menor, onde escutava suas histórias, boa parte das vezes muito divertidas. Bere que a sua passagem seja da melhor forma possível, nós vemos em outro tempo.
Fiquem com Deus.
Bom final de semana.
Abraço.
* Luciano Romanieli está virando um picolé, no Outono está fazendo quase zero grau Celsius, não quero imaginar quando o Inverno brabo chegar.
Led Zeppelin Sambô!
Não se assustem com o título do post. É isso mesmo que leram, Led Zeppelin em ritmo de samba, literalmente. E não ficou aquela coisa de macumba pra turista não. O arranjo samba para a música Rock and Roll ficou muito... rock'n'roll! Plant & Page certamente ficariam orgulhosos com o que os caras do grupo Sambô fizeram.
Mais informações sobre o grupo na página dos caras - www.sambo.com.br
Vejam e tirem suas conclusões (o vocalista é muito bom).
Caso não abra, pode ser visto nesse link - http://www.youtube.com/watch?v=4u2aVeF1aV8
Administração do blog.
P.S.: nosso blogueiro César está impossibilitado de escrever sua coluna, pois no presente momento faz um esforço descomunal empurrando seu carro até o Fórum de Barra Mansa (foto abaixo). Enquanto ele aguarda o mecânico, nos divertimos com o vídeo.

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Led Zeppelin - Rock and Roll - Sambô
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Algozes Perdigueiros
Infelizmente hoje não vou falar de Piraí, pois nem sabia da festa do mandi, quero dizer, da Tilápia.Hoje vou falar de um lugarejo muito interessante: Arapeí.
!!!!
????
É claro que é brincadeira, conheço pouquíssimo de Arapeí, sei que é um lugar interessante, já fui mas não conheço nada lá.
Sei que é redundância, mas tenho certeza absoluta que o Mozart tem parente por lá.
Essas colunas sobre cidades me fizeram lembrar, já que o nosso amigo citou meus dotes energéticos, sobre um projeto de iluminação que tive a chance de coordenar em algumas cidades do Sul Fluminense.
Esse projeto foi o Programa Nacional de Iluminação Eficiente, que contava com investimentos do governo federal através da Eletrobrás, que incentivava as concessionárias a implantarem um sistema eficiente de iluminação pública, intitulado de Programa Reluz.
Através desse trabalho tive oportunidade de conhecer várias cidades, literalmente a fundo, pois tinha que, junto com minha equipe, cadastrar todos os pontos de iluminação pública e em outra ocasião trocá-las por equipamentos mais eficientes, então, onde houvesse luz, estava lá eu. Foi um trabalho duro, e como estamos acostumados a tirar água de pedra, foi muito divertido.
Através desse trabalho também tive a oportunidade de adquirir fundos para dar início a minha vida matrimonial, juntamente com meus queridos e lindos filhos.
Começando por Rio das Flores, cidadezinha pacata, porém infestada de cascavéis, com a economia baseada quase que totalmente pela Prefeitura, é bem próxima de Valença, essa com a fama da biquinha. Dizem que em Valença, há uma biquinha de água pura no cemitério, muito procurada pelos perdigueiros visitantes, porém, essa biquinha é bem baixinha, forçando o algoz a abaixar para beber água em sua fonte. O problema é a fila, que dizem ser bem disputada. As más línguas falam que parte desse aqüífero furta-cor é destinado á distribuição de água da cidade. Foi quando viciei em Pepsi-Cola.
Vassouras! Estive lá. Levamos luz eficiente para a cidade que economicamente vive basicamente dos universitários. Tem mais botequim do que gente.
Sapucaia é muito longe. Por sorte estou aqui escrevendo essa coluna, pois a estrada, intitulada como estrada da morte, realmente foi branda comigo.
Em conservatória, infelizmente foi bem rápido. A maior curiosidade lá é que depois do prefeito, o cara mais conhecido é o Mozart.
Em Barra do Piraí, fiz somente o cadastro da iluminação, pois a Prefeitura era muito enrolada e não conseguiu conquistar o benefício. Ah, Barra do Piraí!!!
Barra Mansa, Barra Mansa... essa sim, fiz com prazer, e apesar de ser natu, conheci muitos lugarejos que outrora não tive oportunidade.
Além dessas cidades, varias outras foram contempladas por nossos serviços.
Em Piraí. Bom, Piraí... Bem Piraí!!!! Não me lembro de ter feito nada em Piraí...
Ah, me lembro uma vez que fui tocar lá, em um bar instalado em um rancho na estrada para um lugar, que eu não sei bem onde é. Fomos eu, Setas e Erick do Atabaque. Fizemos um Rock’n Roll daqueles, tão bom que eles nunca mais quiseram ouvir falar de nós.
Eles acharam que Alex & Setas fosse sertanejo. tsc, tsc ...
Um abraço a todos e até a próxima quinta.
Alex Peres (alexperes@superonda.com.br) confia no mengão e tá sentindo cheiro de vitória.
Em Piraí. Bom, Piraí... Bem Piraí!!!! Não me lembro de ter feito nada em Piraí...
Ah, me lembro uma vez que fui tocar lá, em um bar instalado em um rancho na estrada para um lugar, que eu não sei bem onde é. Fomos eu, Setas e Erick do Atabaque. Fizemos um Rock’n Roll daqueles, tão bom que eles nunca mais quiseram ouvir falar de nós.
Eles acharam que Alex & Setas fosse sertanejo. tsc, tsc ...
Um abraço a todos e até a próxima quinta.
Alex Peres (alexperes@superonda.com.br) confia no mengão e tá sentindo cheiro de vitória.
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10ª coluna
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Terceira visão
Há feriados em Barra Mansa em que o bicho pega: nada de bom pra fazer, amigos que se mandaram pra cantos mais aprazíveis e a solidão da solteirice bate forte. Por sorte ou azar, este ano foi um dos que mais solteiros brotaram, de antigos relacionamentos/casamentos acabados. Diríamos então que o time está forte. Tenho pessoalmente uns sete amigos que deixaram seus relacionamentos. (Na verdade a maioria foi deixado). E como esta também anda me acompanhando, juntemo-nos aos bons!
Um destes solteiros apareceu no bar em que eu sorvia a minha solidão, escutando lá no fundo da alma o que muitas pessoas me disseram nesses anos de rock’n roll, “que eu seria para sempre assim, solteiro”. Tenho minhas dúvidas, vocês não estão tão certos assim. Sinto falta do outro lado. Então embarquei no carro do camarada rumo à Piraí. (Como foi tema de duas colunas anteriores, relatarei a minha breve passagem pela cidade).
Pra início de papo cheguei por volta de 23 horas na entrada da cidade, só conseguindo chegar á praça à meia-noite. Trânsito de louco. Fomos massacrados pelos carros que vinham do Rio/Baixada para (claro) verem o show de axé do dia. (Só encarei essa porque sabia de início que o local do show era distante do centro gastronômico). Porque do contrário, preferiria ficar sozinho em Barra Mansa a ver Jammil, pqp(iiuuu).
Ao chegarmos outra decepção, as fixas de chope só eram vendidas até a meia-noite, e um dos locais da recolha do líquido precioso já estava no fim das últimas gotas. Comecei a sentir cheiro de cilada no ar... Por sorte conseguimos comprar umas fixas de quem já não agüentava mais um gole. Dez delas! 10 x 500 ml de chope? Beleza! Assim relaxamos... O chope estava completamente gelado, bom o suficiente para colorir minha visão da cidade, e fazer me sentir em casa. Um pequeno parêntese, (Acho que só o chope tem esse poder sobre mim. A primeira vez que percebi isso foi há muito tempo. Quando, novo, tive de esperar na Rodoviária Novo Rio por duas horas o ônibus para Cabo Frio. De uma hora para outra aquela visão triste de rodoviária se transformou numa alegria saltitante). Se eu tivesse que ir a um festival onde se vende chope barato, e ter de tomar latão, como os outros faziam, voltaria na hora. Não inventaram nada pior que o latão de cerveja!
Não vi tilápia, não vi torta, infelizmente. Mas esse é o preço de se chegar a uma festa solteiro, o objetivo é outro. E metemos a cara.
Aproveitando essa deixa de feriado, reproduzo aqui mais um texto esquecido aqui no arquivo, de 2005, quando escrevia para o Folha do Interior. Já coloco as duas partes para completar o que foi dito.
________________________________
Ninguém sabe onde você está
(2005)
Não me enquadro naquele tipo de pessoa que vive dizendo que não tem tempo pra nada, tenho até de sobra. Quando reclamo é puro ócio, desídia (como gosta de dizer certo professor meu), ainda mais no Brasil. Tivemos três finais de semana consecutivos com feriado, pode parecer estranho, mas não gosto mais de feriados, gosto sim de férias – mas isso não é papo pra agora. Num desses que passou, procurava em casa (sabendo que não acharia) algum vídeo que nunca tivesse assistido, por puro otimismo. Eis que da campainha surge um amigo que ia viajar e precisava pegar algo em minha casa e me deixou de lambuja um... vídeo. Então, no ócio da sexta-feira com cara de domingo, fui remetido a Cambrigde, por volta de 1966. Gracias!
“the Pink Floyd & Syd Barrett story”. Sugestivo? Não só sugestivo, como massacrante, estimulante, explicante (sic meu, só pra rimar) e quantos “antes” mais achar. Conta o início da saga floydiana através do seu primeiro gênio – os demais só viriam à tona após a loucura de Barrett, que cedo já era considerado acima da média por escrever peças, pintar e dar início à cena psicodélica londrina. Suas letras impressionavam por tamanha simplicidade e criatividade “Tenho uma bicicleta/ pode andar se você quiser/ tem um cesto, uma campainha/ e outros detalhes bonitos/ te daria se pudesse/ mas é emprestada”. É possível ver onde começou a importância da imagem no som do Floyd, através dos experimentos do arquiteto, Mike Leonard, que projetava luzes na parede e a banda fazia uma trilha para acompanhar o professor. A criatividade exalada por Syd no Pink Floyd foi interrompida por sua loucura, mas que deu origem a uma das maiores bandas de todos os tempos.
Pink Floyd não é assunto pra uma coluna, na próxima concluirei a história do vídeo. A propósito, o que este amigo veio buscar em mi casa, não é nada do que estão pensando, era um jornal. E o vídeo de “lambuja” não foi por acaso, trata-se de Buja, ops... perdão, Bujão. Obrigado!
Ninguém sabe onde você está II
... Continuando a coluna passada, a grande contribuição do dvd "the Pink Floyd & Syd Barrett history" é dar voz às idéias do membro fundador da banda – que jamais o esqueceu – Syd Barrett, que depois de pirar no LSD teve de sair do grupo. E se Syd não tivesse enlouquecido, o som do Floyd seria este que conhecemos? Ou, Waters e Gilmour teriam se despontado como grandes compositores?
O vídeo se encarrega de esclarecer o temor que ambos tiveram quando Barrett deu os primeiros sinais de perturbação. "e se nós o deixássemos só escrevendo e não participando dos shows?", perguntou Waters a Gilmour na época. Quis o destino que Barrett desaparecesse para surgir dois novos gênios. Mas o fantasma de Syd os rondou por anos, segundo David Gilmour, como no personagem do filme "The Wall" e na música "Wish you were here", que no vídeo ganha ainda mais força na entrada do refrão: "como eu desejo, como eu desejo que você estivesse aqui" com a imagem de Syd ao fundo. Já Waters, digamos... pegou pesado. Botou pra fora toda a sua paixão pelo amigo e compôs 'Shine on you crazy diamond': "Lembra quando era jovem/ Brilhava como o sol/ Continue brilhando diamante louco”. Há uma frase premonitória (a do título aí em cima) que ganhou um sentido no mínimo curioso. Na gravação desta música, apareceu um cara no estúdio e todos se perguntaram “quem é este?” Era ele, Syd Barrett, aparecendo depois de sete anos e justo no momento daquele registro, completamente desfigurado. A explicação de Gilmour para explicar de onde surgiu o riff do início da música, desafia o músico mais qualificado, pois nunca imaginaria que aquilo foi um “acidente” onde se tocava um Lá menor e o dedo simplesmente deslizou uma casa a frente criando aquele dedilhado. Aliás, todo músico aprende no primário, que os acordes maiores são os “alegres” e que os menores são mais “tristes”, mas fazer do simples e puro acorde menor algo sombrio e tão assustador, o Pink Floyd dá aula.
*Figurótico é músico, 34 anos, e foi pra Piraí com o dinheiro contado pro chope.
Um destes solteiros apareceu no bar em que eu sorvia a minha solidão, escutando lá no fundo da alma o que muitas pessoas me disseram nesses anos de rock’n roll, “que eu seria para sempre assim, solteiro”. Tenho minhas dúvidas, vocês não estão tão certos assim. Sinto falta do outro lado. Então embarquei no carro do camarada rumo à Piraí. (Como foi tema de duas colunas anteriores, relatarei a minha breve passagem pela cidade).
Pra início de papo cheguei por volta de 23 horas na entrada da cidade, só conseguindo chegar á praça à meia-noite. Trânsito de louco. Fomos massacrados pelos carros que vinham do Rio/Baixada para (claro) verem o show de axé do dia. (Só encarei essa porque sabia de início que o local do show era distante do centro gastronômico). Porque do contrário, preferiria ficar sozinho em Barra Mansa a ver Jammil, pqp(iiuuu).
Ao chegarmos outra decepção, as fixas de chope só eram vendidas até a meia-noite, e um dos locais da recolha do líquido precioso já estava no fim das últimas gotas. Comecei a sentir cheiro de cilada no ar... Por sorte conseguimos comprar umas fixas de quem já não agüentava mais um gole. Dez delas! 10 x 500 ml de chope? Beleza! Assim relaxamos... O chope estava completamente gelado, bom o suficiente para colorir minha visão da cidade, e fazer me sentir em casa. Um pequeno parêntese, (Acho que só o chope tem esse poder sobre mim. A primeira vez que percebi isso foi há muito tempo. Quando, novo, tive de esperar na Rodoviária Novo Rio por duas horas o ônibus para Cabo Frio. De uma hora para outra aquela visão triste de rodoviária se transformou numa alegria saltitante). Se eu tivesse que ir a um festival onde se vende chope barato, e ter de tomar latão, como os outros faziam, voltaria na hora. Não inventaram nada pior que o latão de cerveja!
Não vi tilápia, não vi torta, infelizmente. Mas esse é o preço de se chegar a uma festa solteiro, o objetivo é outro. E metemos a cara.
Aproveitando essa deixa de feriado, reproduzo aqui mais um texto esquecido aqui no arquivo, de 2005, quando escrevia para o Folha do Interior. Já coloco as duas partes para completar o que foi dito.
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Ninguém sabe onde você está
(2005)
Não me enquadro naquele tipo de pessoa que vive dizendo que não tem tempo pra nada, tenho até de sobra. Quando reclamo é puro ócio, desídia (como gosta de dizer certo professor meu), ainda mais no Brasil. Tivemos três finais de semana consecutivos com feriado, pode parecer estranho, mas não gosto mais de feriados, gosto sim de férias – mas isso não é papo pra agora. Num desses que passou, procurava em casa (sabendo que não acharia) algum vídeo que nunca tivesse assistido, por puro otimismo. Eis que da campainha surge um amigo que ia viajar e precisava pegar algo em minha casa e me deixou de lambuja um... vídeo. Então, no ócio da sexta-feira com cara de domingo, fui remetido a Cambrigde, por volta de 1966. Gracias!
“the Pink Floyd & Syd Barrett story”. Sugestivo? Não só sugestivo, como massacrante, estimulante, explicante (sic meu, só pra rimar) e quantos “antes” mais achar. Conta o início da saga floydiana através do seu primeiro gênio – os demais só viriam à tona após a loucura de Barrett, que cedo já era considerado acima da média por escrever peças, pintar e dar início à cena psicodélica londrina. Suas letras impressionavam por tamanha simplicidade e criatividade “Tenho uma bicicleta/ pode andar se você quiser/ tem um cesto, uma campainha/ e outros detalhes bonitos/ te daria se pudesse/ mas é emprestada”. É possível ver onde começou a importância da imagem no som do Floyd, através dos experimentos do arquiteto, Mike Leonard, que projetava luzes na parede e a banda fazia uma trilha para acompanhar o professor. A criatividade exalada por Syd no Pink Floyd foi interrompida por sua loucura, mas que deu origem a uma das maiores bandas de todos os tempos.
Pink Floyd não é assunto pra uma coluna, na próxima concluirei a história do vídeo. A propósito, o que este amigo veio buscar em mi casa, não é nada do que estão pensando, era um jornal. E o vídeo de “lambuja” não foi por acaso, trata-se de Buja, ops... perdão, Bujão. Obrigado!
Ninguém sabe onde você está II
... Continuando a coluna passada, a grande contribuição do dvd "the Pink Floyd & Syd Barrett history" é dar voz às idéias do membro fundador da banda – que jamais o esqueceu – Syd Barrett, que depois de pirar no LSD teve de sair do grupo. E se Syd não tivesse enlouquecido, o som do Floyd seria este que conhecemos? Ou, Waters e Gilmour teriam se despontado como grandes compositores?
O vídeo se encarrega de esclarecer o temor que ambos tiveram quando Barrett deu os primeiros sinais de perturbação. "e se nós o deixássemos só escrevendo e não participando dos shows?", perguntou Waters a Gilmour na época. Quis o destino que Barrett desaparecesse para surgir dois novos gênios. Mas o fantasma de Syd os rondou por anos, segundo David Gilmour, como no personagem do filme "The Wall" e na música "Wish you were here", que no vídeo ganha ainda mais força na entrada do refrão: "como eu desejo, como eu desejo que você estivesse aqui" com a imagem de Syd ao fundo. Já Waters, digamos... pegou pesado. Botou pra fora toda a sua paixão pelo amigo e compôs 'Shine on you crazy diamond': "Lembra quando era jovem/ Brilhava como o sol/ Continue brilhando diamante louco”. Há uma frase premonitória (a do título aí em cima) que ganhou um sentido no mínimo curioso. Na gravação desta música, apareceu um cara no estúdio e todos se perguntaram “quem é este?” Era ele, Syd Barrett, aparecendo depois de sete anos e justo no momento daquele registro, completamente desfigurado. A explicação de Gilmour para explicar de onde surgiu o riff do início da música, desafia o músico mais qualificado, pois nunca imaginaria que aquilo foi um “acidente” onde se tocava um Lá menor e o dedo simplesmente deslizou uma casa a frente criando aquele dedilhado. Aliás, todo músico aprende no primário, que os acordes maiores são os “alegres” e que os menores são mais “tristes”, mas fazer do simples e puro acorde menor algo sombrio e tão assustador, o Pink Floyd dá aula.
*Figurótico é músico, 34 anos, e foi pra Piraí com o dinheiro contado pro chope.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Lado B
por Mozart Valle Neto*
Dando continuidade a série de colunas, hoje irei escrever sobre Piraí. Ontem tivemos o olhar de outro Blogueiro sobre o evento. Por isso sai este contra ponto. A idéia é mostrar um ponto de vista de uma pessoa do local, diferente do texto anterior. Por isso inclusive sugiro que se leia primeiro o texto do Bujão. Boa viagem!!
Minha relação com Piraí começou no dia de meu nascimento. Como Rio Claro não tinha hospital na época meu parto foi realizado no Flavio Leal no dia 6 de dezembro de 1971 pelo dr. Fernando Pompeu. E o mais engraçado que eu só nasci ali mesmo. Nem registrado no município eu fui. Minha certidão de nascimento foi tirada em Rio Claro, mais precisamente no cartório de registro civil de Getulandia. Inclusive quando me perguntam onde nasci, respondo: Tenho dupla cidadania nasci em Piraí, mas fui registrado em Rio Claro, coisas dos antigos!
Mas minha intenção aqui é continuar a falar de Piraí e do Piraífest – novo nome que não pegou para a Festa da Tilápia -. Primeiramente vou falar da famosa Macadâmia que o Vinícius (Bujão) nosso amigo e colunista do Blog tanto gostou. Esta noz já é cultivada em Piraí há muitos anos. Inclusive me lembro de uma conversa de meu avô Mozart Valle com um outro fazendeiro. Esse colega do meu avô comentava que tinha um forasteiro louco que tinha acabado com os pastos de uma fazenda enorme para plantar uma árvore que ia dar um tipo de noz. Do alto de sua sabedoria meu avô respondeu: toda pessoa tem o direito a seu ponto de vista. O tempo passou é este forasteiro tornou sua propriedade na mais rentável do município.
Um outro ponto fundamental é a Tilápia, aliás, a festa foi feita inicialmente para divulgar esse novo produto. Piraí saiu realmente à frente quando começou a trazer os famosos peixes do Nilo. Sua carne é muito saborosa e tem um excelente aproveitamento comercial. Momento cultura inútil: diversos historiadores acreditam que a tilápia foi o peixe multiplicado por Jesus Cristo em um dos seus famosos milagres.
O terceiro elemento da festa é a cerveja – até alguns anos atrás era a Cintra. Mas com a sua compra pela AMBEV a marca patrocinadora passou a ser a Brahma. Justiça seja feita que o chopp servido anteriormente com a marca Cintra era muito bom. Coisa que não se repetia em outros barris de outros locais. Apenas o chopp servido na festa era gostoso.
Um dos diferenciais desta festa é a divisão dos ambientes. Vou exemplificar com meu caso no domingo: cheguei por volta da hora do almoço e fui para o meio da Praça da Preguiça onde estavam acontecendo às aulas de gastronomia. Ali sentei com um casal de primos de Rio das Flores e um amigo de Barra e ficamos bebendo, ora um claro ora um escuro, comemos de tudo que havia pela volta. Tilápia frita, Tortas da Adriana, Torresmo que eu ia buscar no Seu Geraldo e por aí vai. Por ali também ficávamos cumprimentando os que passavam: amigos novos e velhos, parentes, conhecidos e até mesmo os políticos locais que fingem que nos conhecem muito bem.
Quando eles foram embora eu resolvi ficar e fui para a outra praça, estava rolando um show de uma bandinha de rock local – Eletrovolts – e com a quantidade de chopp na cabeça que estava achei um espetáculo. Pulei, cantei e aprontei bastante. Em um certo momento eles começaram a tocar Revoluções Por Minuto, do conjunto homônimo, e eu comecei a fazer sozinho o famoso símbolo do movimento punk (punhos cerrados e balançando o braço no ritmo da música) o vocalista viu me imitou e a galera toda fez o movimento. Muito legal! E para dirimir qualquer comentário maldoso depois eu encontrei com o cara que me reconheceu e me cumprimentou pela idéia que eu tinha dado. Coisas de cidade pequena! E para finalizar eu dei uma passadinha no palco grande, mais ali saquei que era outro papo. Apesar da estrutura ali não tinha a camaradagem de cidade pequena. Era um mega espetáculo! Muito profissional, mas sem o calor das pessoas.
Fui para casa feliz!
* Mozart Valle Neto (mozart.valle@hotmail.com) tem 37 anos, é separado e trabalha na área de educação e marketing, gosta muito de macadâmia também, mas prefere o torresmo que a pele quebra na primeira dentada, sem esfarelar, que o seu Geraldo faz em seu bar em Piraí de preferência acompanhado de um guaraná caçula de casco escuro ou uma Antarctica Original bem gelada .
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11ª coluna - Piraí - festival de gastronomia
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
UM DOMINGO EM PIRAÍ
*por Carlos Vinicius Rosenburg
Feriadão, vários planos, inúmeros destinos programados e quando chega a hora, você acaba ficando em casa. Já passaram por isso? Pois é, aconteceu (mais uma vez...) conosco.
Já que ficamos aqui na região, resolvemos passear nas cidades vizinhas. E aí minha esposa deu uma sugestão: vamos ao Festival Gastronômico de Piraí. Nunca havíamos ido, então era a pedida certa para um domingo.
Pegamos a Dutra e chegamos na cidade por volta de meio-dia. Segundo soubemos, eram três espaços abrigando a festa: duas praças dentro da cidade e um parque de exposições um pouco mais afastado (no caminho para Barra do Piraí), reservado para o período noturno, com shows e boates.
Já que esta última opção não serve para um casal (ainda) trintão com sua filha de 5 anos, fomos para o espaço principal, a Praça da Preguiça (é, Piraí também tem a sua), em frente à rodoviária. Tudo montado com muito capricho, com várias tendas, espaço para apresentações de chefs, estandes de vendas de produtos e lembranças, muito chope e, óbvio, comida.
Como a barriguinha de nossa filha não parava de roncar, decidimos procurar por um lugar para comer. Tudo muito lotado, filas, um calor daqueles, e aí encontramos o Mozart, nosso amigo e colunista aqui do blog. Com aquele jeito bonachão e sempre solícito, o gordão logo nos indicou um lugar para comer: a Casa do Manequinho (www.casadomanequinho.com.br), um simpático hotel que funciona em um belo e antigo casarão localizado no entorno da praça, ao lado da muvuca, mas ao mesmo tempo separado do tumulto por suas antigas paredes. Um verdadeiro oásis naquele calorão infernal.
Na recepção, em um quadro, uma bela crônica de Margarida Thompson fazia as honras da casa. O local estava lotado, tivemos que aguardar uma mesa, mas aí começaram as boas surpresas. Enquanto esperávamos em um agradável jardim nos fundos do hotel, em poltronas acolchoadas, foi-nos servida uma entrada com torradinhas e patês e uma batidinha de macadâmia. Logo depois, sem que esperássemos muito (e ainda que tivéssemos esperado, o local era tão agradável que passaríamos uma tarde inteira ali), fomos conduzidos a uma mesa no simpático salão do hotel.
Recebemos o cardápio e a explicação de que os pratos estavam sendo servidos em esquema de degustação (pequenas porções, para que o cliente pudesse provar várias coisas). E assim foi feito.
Comecei com um filé de tilápia defumado coberto com pedaços de macadâmia (olha ela aí novamente), arroz com couve coberto com alho frito e purê de banana da terra. Minha esposa partiu para uma feijoada de tilápia, feita com feijão branco, que trazia um delicioso torresminho de peixe (pele de tilápia frita). Os dois pratos estavam muito saborosos, provamos os dois, e parece que a feijoada ganhou essa primeira rodada.
Partimos para o segundo, ficando a ala feminina com um filé de tilápia com uma mistura de pimenta (chili), macadâmia (já onipresente...) e outros ingredientes (não me recordo de todos), e purê de abóbora com gengibre. A ala masculina, representada por este escriba, optou pelo prato batizado de Tilápia Tropicália. E não houve arrependimento. A princípio, a composição feita pela chef Ana Paula Hack poderia deixar transparecer uma certa confusão nos sabores, pois chegou à mesa um filé de tilápia empanado, acompanhado de creme de goiaba, mousse de maracujá (com saber levemente picante) e arroz com macadâmia (ela novamente presente). As suspeitas desapareceram na primeira garfada. A mistura de sabores, texturas, do conflito entre o doce do creme de goiaba e o salgado dos outros componentes, o azedinho do maracujá com algo levemente picante (seria gengibre?), o crocante do peixe empanado em contraste com a maciez da mousse, enfim, uma explosão de sabores que aguçaram o paladar. Um belo almoço.
Quem ganhou nessa degustação? Bem, fomos nós, que saboreamos esses belos pratos. Para minha esposa, prevaleceu a feijoada; eu fiquei com a Tilápia Tropicália, mas recomendo todos eles.
Terminado o almoço, demos mais algumas voltas na praça, que tinha também música ao vivo, parquinho para crianças, sorvete, tortas, tilápia frita na hora, muito chope e, é claro, macadâmia, de todas as formas possíveis.
Para finalizar, demos uma volta de carro que se estendeu até Mendes, onde fomos parar seguindo os ventos do caminho, a estrada vazia, arborizada, o clima gostoso (segundo dizem, é o 4º clima do mundo...), a vida sem pressa.
Ah, já ia esquecendo: nossa filha não ficou sem comer não. Ela papou o prato para crianças, que era um simpático estrogonofe de carne.
Um belo passeio. Até a próxima segunda-feira.
NOTA: a chef Ana Paula Hack ficou de enviar por e-mail a composição de todos os pratos da degustação, mas até o momento em que terminei a coluna, a mensagem não havia chegado, o que é perfeitamente compreensível, tendo em vista o volume de trabalho no restaurante, lotado em todos os horários. Por isso, fiquei devendo uma descrição mais pormenorizada dos pratos.
*Carlos Vinicius Rosenburg (cvrosenburg@gmail.com) é analista judiciário, tem 37 anos, é casado e ficou apaixonado pelo sorvete de macadâmia, degustado após o almoço. Escreve também no blog Confraria Jurídica (www.confrariajuridica.blogspot.com).

Feriadão, vários planos, inúmeros destinos programados e quando chega a hora, você acaba ficando em casa. Já passaram por isso? Pois é, aconteceu (mais uma vez...) conosco.
Já que ficamos aqui na região, resolvemos passear nas cidades vizinhas. E aí minha esposa deu uma sugestão: vamos ao Festival Gastronômico de Piraí. Nunca havíamos ido, então era a pedida certa para um domingo.
Pegamos a Dutra e chegamos na cidade por volta de meio-dia. Segundo soubemos, eram três espaços abrigando a festa: duas praças dentro da cidade e um parque de exposições um pouco mais afastado (no caminho para Barra do Piraí), reservado para o período noturno, com shows e boates.
Já que esta última opção não serve para um casal (ainda) trintão com sua filha de 5 anos, fomos para o espaço principal, a Praça da Preguiça (é, Piraí também tem a sua), em frente à rodoviária. Tudo montado com muito capricho, com várias tendas, espaço para apresentações de chefs, estandes de vendas de produtos e lembranças, muito chope e, óbvio, comida.
Como a barriguinha de nossa filha não parava de roncar, decidimos procurar por um lugar para comer. Tudo muito lotado, filas, um calor daqueles, e aí encontramos o Mozart, nosso amigo e colunista aqui do blog. Com aquele jeito bonachão e sempre solícito, o gordão logo nos indicou um lugar para comer: a Casa do Manequinho (www.casadomanequinho.com.br), um simpático hotel que funciona em um belo e antigo casarão localizado no entorno da praça, ao lado da muvuca, mas ao mesmo tempo separado do tumulto por suas antigas paredes. Um verdadeiro oásis naquele calorão infernal.
Na recepção, em um quadro, uma bela crônica de Margarida Thompson fazia as honras da casa. O local estava lotado, tivemos que aguardar uma mesa, mas aí começaram as boas surpresas. Enquanto esperávamos em um agradável jardim nos fundos do hotel, em poltronas acolchoadas, foi-nos servida uma entrada com torradinhas e patês e uma batidinha de macadâmia. Logo depois, sem que esperássemos muito (e ainda que tivéssemos esperado, o local era tão agradável que passaríamos uma tarde inteira ali), fomos conduzidos a uma mesa no simpático salão do hotel.
Recebemos o cardápio e a explicação de que os pratos estavam sendo servidos em esquema de degustação (pequenas porções, para que o cliente pudesse provar várias coisas). E assim foi feito.
Comecei com um filé de tilápia defumado coberto com pedaços de macadâmia (olha ela aí novamente), arroz com couve coberto com alho frito e purê de banana da terra. Minha esposa partiu para uma feijoada de tilápia, feita com feijão branco, que trazia um delicioso torresminho de peixe (pele de tilápia frita). Os dois pratos estavam muito saborosos, provamos os dois, e parece que a feijoada ganhou essa primeira rodada.
Partimos para o segundo, ficando a ala feminina com um filé de tilápia com uma mistura de pimenta (chili), macadâmia (já onipresente...) e outros ingredientes (não me recordo de todos), e purê de abóbora com gengibre. A ala masculina, representada por este escriba, optou pelo prato batizado de Tilápia Tropicália. E não houve arrependimento. A princípio, a composição feita pela chef Ana Paula Hack poderia deixar transparecer uma certa confusão nos sabores, pois chegou à mesa um filé de tilápia empanado, acompanhado de creme de goiaba, mousse de maracujá (com saber levemente picante) e arroz com macadâmia (ela novamente presente). As suspeitas desapareceram na primeira garfada. A mistura de sabores, texturas, do conflito entre o doce do creme de goiaba e o salgado dos outros componentes, o azedinho do maracujá com algo levemente picante (seria gengibre?), o crocante do peixe empanado em contraste com a maciez da mousse, enfim, uma explosão de sabores que aguçaram o paladar. Um belo almoço.
Quem ganhou nessa degustação? Bem, fomos nós, que saboreamos esses belos pratos. Para minha esposa, prevaleceu a feijoada; eu fiquei com a Tilápia Tropicália, mas recomendo todos eles.
Terminado o almoço, demos mais algumas voltas na praça, que tinha também música ao vivo, parquinho para crianças, sorvete, tortas, tilápia frita na hora, muito chope e, é claro, macadâmia, de todas as formas possíveis.
Para finalizar, demos uma volta de carro que se estendeu até Mendes, onde fomos parar seguindo os ventos do caminho, a estrada vazia, arborizada, o clima gostoso (segundo dizem, é o 4º clima do mundo...), a vida sem pressa.
Ah, já ia esquecendo: nossa filha não ficou sem comer não. Ela papou o prato para crianças, que era um simpático estrogonofe de carne.
Um belo passeio. Até a próxima segunda-feira.
NOTA: a chef Ana Paula Hack ficou de enviar por e-mail a composição de todos os pratos da degustação, mas até o momento em que terminei a coluna, a mensagem não havia chegado, o que é perfeitamente compreensível, tendo em vista o volume de trabalho no restaurante, lotado em todos os horários. Por isso, fiquei devendo uma descrição mais pormenorizada dos pratos.
*Carlos Vinicius Rosenburg (cvrosenburg@gmail.com) é analista judiciário, tem 37 anos, é casado e ficou apaixonado pelo sorvete de macadâmia, degustado após o almoço. Escreve também no blog Confraria Jurídica (www.confrariajuridica.blogspot.com).
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11ª coluna - Piraí - festival de gastronomia
domingo, 11 de outubro de 2009
Música nas escolas... de custódia. A ditadura do silêncio absoluto.
Panorama visto da Câmara
Bom dia amigos e amigas
Hoje a rádio Estação BM transmite diretamente de Ubatuba, cidade do litoral norte de São Paulo, com suas incríveis 75 praias. Mas tudo bem, o assunto não é Ubatuba, o assunto é Barra mansa, e para falar de nossa cidade, a administração do Blog exercendo sua verve democrática, apresenta hoje, um especialista no tema, o nosso querido amigo Júlio (teu nome é polemica) Esteves.
Fiquem com o Júlio e tenham um bom domingo.
Nos vemos nos comentários.
Por Valério Cortez
MÚSICA NAS ESCOLAS ... DE CUSTÓDIA.
A DITADURA DO SILÊNCIO ABSOLUTO.
por Júlio César Fialho Esteves*
Amigos bmblogueiros,
Conforme o prometido, encaminho tema para debate e discussão.
Como barramansense oficialmente adotado e amante da cidade, vejo com tristeza o estado de baixo-estima em que se encontram nossos conterrâneos. É lugar comum falar que Barra Mansa não oferece opções de lazer e não há como questionar esta ponderação verídica e indiscutível. Fala-se que Barra Mansa é omissa culturalmente e novamente temos que calar perante a verdade absoluta. Mas, creio que nosso papel é tentar identificar as razões para o quadro lamentável que pasmados assistimos com pesar, e só a partir daí, tentar concatenar ações para a reversão desejada por quem precisa de lazer para viver. Atiro a primeira pedra e coloco-me como vidraça perante as possíveis retaliações.
Vamos por partes.
Primeiramente vamos nos ater a questão das administrações municipais e sua conivência com o abandono denunciado. Enfrentamos o governo da Prefeita Inês Pandeló e depois, oito anos de Roosevelt Brasil, que elegeu seu sucessor e ainda tem notória autonomia no centro administrativo. E o que os dois têm em comum? Já atravessaram a idade das aventuras, não nasceram nem tiveram as suas infâncias em Barra Mansa, nem no Estado do Rio, e são ligados a grupos religiosos austeros e conservadores. Por conseguinte, os seus vínculos com nossas tradições e com os festejos só acontecem em caso de conveniência política (como foi o caso do da lavagem de dinheiro envolvendo o Clube do Recanto e o Barra Mansa Futebol Clube, mas isso é assunto para outra discussão). Aí deparamo-nos com os formadores de opinião da cidade e sua influência na postura administrativa de nossos mandatários. Analisemos-os então: São, em maioria, pessoas idosas, oriundas de famílias tradicionais da cidade, que nos áureos tempos da juventude aproveitaram à exaustão as festas, os bailes, as músicas, as bagunças, os carnavais, enfim, a vida em sua plenitude, na concepção da juventude. Mas hoje cansaram. Cansaram por dois motivos: Primeiro, pelo lógico avanço da idade e a queda da vitalidade; e cansaram porque via de regra, não possuem mais recursos em abundância para esbanjarem a vida como seus antecessores. Resumindo grosseiramente: Nossa fina flor da sociedade murchou. Nossa burguesia faliu. As pétalas alvissareiras de gozo de nossa antiga juventude dourada foram despetaladas. E aí criou-se coletiva e inconscientemente a ditadura do silêncio. Estabeleceu-se na cidade sem a resistência dos governantes, a regra da televisão como forma-mor de divertimento e as pizzas nos finais de semana como símbolo principal de deleite. Algumas famílias ainda economizam durante todo o ano, com muito sacrifício, moedas em cofrinhos para nos verões efetuarem uma pseudo-ostentação em Cabo Frio, onde todos podem ser vistos, no afã de maquiarem as suas lamúrias durante uma vida inteira, vendendo barato uma falsa imagem de sucesso e abundância. Queime-se então na fogueira dos impuros, sem julgamento prévio nem direito a defesa, as mesas nas calçadas, as cordas do violão, os bares animados, as vozes dos virtuosos, os clubes resistentes, os sonhadores e suas blasfêmias, os carnavalescos e suas fantasias, as cabeleiras ao vento, as pernas de fora e as expressões de felicidade. Essas então, condene-as como imperdoável pecado mortal sob o jugo implacável aplicável pelos barões que criaram a cidade e hoje dão ordens nas cadeiras à direita do centro do paraíso silencioso ao lado do Todo Poderoso. E para não enfrentar os possíveis votos controlados por essa classe “dominante”, nossos políticos administradores saciam os anseios reacionários da plêiade fracassada e colocam o seu arsenal a disposição dos dinossauros intelectuais liberando ostensivamente guardas e fiscais sob a batuta de leis interpretadas sem critério nem bom senso. Agora mesmo, somente no Ano Bom e bairros circunvizinhos há a impiedosa e inflexível restrição as mesas nas calçadas, mas nos outros arredores pode, simplesmente porque nos outros pontos não se ousa colocar música ao vivo. Ah! Música ao vivo! Sinônimo de bagunça, orgia, drogas, sexo irresponsável, assassinatos, roubos, estupros, marginalidades e outras atrocidades indescritíveis. Faria tudo sentido, se a prefeitura não propagasse aos quatro ventos o sucesso de seu projeto Música nas escolas. E é aí que mora o maior crime cultural que já vi ser maquinado. Aí que reside a inconseqüência e a maldade em favor da manutenção de poder. Pergunta-me o desavisado internauta: Quem mal pode haver num projeto que ensina com êxito cinco mil jovens, a arte da música? Respondo com prazer: Nada, se esse projeto tivesse início, meio e fim. Se este projeto não servisse para compras superfaturadas e apelos políticos imediatos. Pois caro leitor, o que faremos com esses jovens quando já na sua adolescência, eles não puderem exercer a sua arte em sua própria cidade, onde tudo é proibido? Mandaremo-os para fora, como já fazemos com nossos jovens nos finais de semana sob os riscos das estradas noturnas e alcoolizadas, ou os internaremos em clínicas psicológicas para que o seu talento reprimido não se transforme em revolta e concepção de genialidades criminosas contra a própria sociedade organizada? O assunto é demais extenso e poderia ficar horas em meu computador tecendo conjecturas a respeito. Mas vamos ao que interessa: O que podemos fazer antes que a coisa fique ainda pior do que já está? Creio que podemos usar nossos músicos, que mesmo contra a vontade de nossos governantes locais, também são formadores de opinião, para que, num discurso comum e intermitente, em suas exibições em quaisquer searas, efetuem resumidamente e de forma uníssona, a convocação da população para uma ampla reflexão sobre o tema e se crie uma adversidade para os precursores da intolerância exacerbada. Precisamos criar um código comum para ser usado como uma bandeira pela vida e pela arte, sem coloração ou conotação política ou partidária, mas com um ideal de amor à vida e a beleza da arte e da música. Coloco desde já com a anuência do Presidente, a estrutura da Câmara Municipal para sediar ou intermediar tais desejados encontros, antes que seja tarde demais. Músicos, intérpretes da inspiração, propagadores da alegria, sonorizadores da vida, unam-se pelo bem de quem quer viver em paz e em abundância. È o meu desejo e minha proposta. Sirvam-se se desejarem.
*Júlio César Fialho Esteves, é Controlador Geral da Câmara Municipal de Barra Mansa, tem 47 anos, mas está muito longe de desistir de viver com prazer; não faz parte das oligarquias fracassadas porque já nasceu em berço quebrado; tem 3 filhos jovens que são obrigados a sair de Barra Mansa em busca de vida, e uma mulher que não dorme por causa disso; desafina em caixa de fósforo mas adora música; e acredita que lugar de músico é no céu e não no inferno; e sempre que pode, menos do que gostaria, coloca a galera para tocar, carregando o desejo secreto de fazer alguma coisa a mais por todos nós.
Bom dia amigos e amigas
Hoje a rádio Estação BM transmite diretamente de Ubatuba, cidade do litoral norte de São Paulo, com suas incríveis 75 praias. Mas tudo bem, o assunto não é Ubatuba, o assunto é Barra mansa, e para falar de nossa cidade, a administração do Blog exercendo sua verve democrática, apresenta hoje, um especialista no tema, o nosso querido amigo Júlio (teu nome é polemica) Esteves.
Fiquem com o Júlio e tenham um bom domingo.
Nos vemos nos comentários.
Por Valério Cortez
MÚSICA NAS ESCOLAS ... DE CUSTÓDIA.
A DITADURA DO SILÊNCIO ABSOLUTO.
por Júlio César Fialho Esteves*
Amigos bmblogueiros,
Conforme o prometido, encaminho tema para debate e discussão.
Como barramansense oficialmente adotado e amante da cidade, vejo com tristeza o estado de baixo-estima em que se encontram nossos conterrâneos. É lugar comum falar que Barra Mansa não oferece opções de lazer e não há como questionar esta ponderação verídica e indiscutível. Fala-se que Barra Mansa é omissa culturalmente e novamente temos que calar perante a verdade absoluta. Mas, creio que nosso papel é tentar identificar as razões para o quadro lamentável que pasmados assistimos com pesar, e só a partir daí, tentar concatenar ações para a reversão desejada por quem precisa de lazer para viver. Atiro a primeira pedra e coloco-me como vidraça perante as possíveis retaliações.
Vamos por partes.
Primeiramente vamos nos ater a questão das administrações municipais e sua conivência com o abandono denunciado. Enfrentamos o governo da Prefeita Inês Pandeló e depois, oito anos de Roosevelt Brasil, que elegeu seu sucessor e ainda tem notória autonomia no centro administrativo. E o que os dois têm em comum? Já atravessaram a idade das aventuras, não nasceram nem tiveram as suas infâncias em Barra Mansa, nem no Estado do Rio, e são ligados a grupos religiosos austeros e conservadores. Por conseguinte, os seus vínculos com nossas tradições e com os festejos só acontecem em caso de conveniência política (como foi o caso do da lavagem de dinheiro envolvendo o Clube do Recanto e o Barra Mansa Futebol Clube, mas isso é assunto para outra discussão). Aí deparamo-nos com os formadores de opinião da cidade e sua influência na postura administrativa de nossos mandatários. Analisemos-os então: São, em maioria, pessoas idosas, oriundas de famílias tradicionais da cidade, que nos áureos tempos da juventude aproveitaram à exaustão as festas, os bailes, as músicas, as bagunças, os carnavais, enfim, a vida em sua plenitude, na concepção da juventude. Mas hoje cansaram. Cansaram por dois motivos: Primeiro, pelo lógico avanço da idade e a queda da vitalidade; e cansaram porque via de regra, não possuem mais recursos em abundância para esbanjarem a vida como seus antecessores. Resumindo grosseiramente: Nossa fina flor da sociedade murchou. Nossa burguesia faliu. As pétalas alvissareiras de gozo de nossa antiga juventude dourada foram despetaladas. E aí criou-se coletiva e inconscientemente a ditadura do silêncio. Estabeleceu-se na cidade sem a resistência dos governantes, a regra da televisão como forma-mor de divertimento e as pizzas nos finais de semana como símbolo principal de deleite. Algumas famílias ainda economizam durante todo o ano, com muito sacrifício, moedas em cofrinhos para nos verões efetuarem uma pseudo-ostentação em Cabo Frio, onde todos podem ser vistos, no afã de maquiarem as suas lamúrias durante uma vida inteira, vendendo barato uma falsa imagem de sucesso e abundância. Queime-se então na fogueira dos impuros, sem julgamento prévio nem direito a defesa, as mesas nas calçadas, as cordas do violão, os bares animados, as vozes dos virtuosos, os clubes resistentes, os sonhadores e suas blasfêmias, os carnavalescos e suas fantasias, as cabeleiras ao vento, as pernas de fora e as expressões de felicidade. Essas então, condene-as como imperdoável pecado mortal sob o jugo implacável aplicável pelos barões que criaram a cidade e hoje dão ordens nas cadeiras à direita do centro do paraíso silencioso ao lado do Todo Poderoso. E para não enfrentar os possíveis votos controlados por essa classe “dominante”, nossos políticos administradores saciam os anseios reacionários da plêiade fracassada e colocam o seu arsenal a disposição dos dinossauros intelectuais liberando ostensivamente guardas e fiscais sob a batuta de leis interpretadas sem critério nem bom senso. Agora mesmo, somente no Ano Bom e bairros circunvizinhos há a impiedosa e inflexível restrição as mesas nas calçadas, mas nos outros arredores pode, simplesmente porque nos outros pontos não se ousa colocar música ao vivo. Ah! Música ao vivo! Sinônimo de bagunça, orgia, drogas, sexo irresponsável, assassinatos, roubos, estupros, marginalidades e outras atrocidades indescritíveis. Faria tudo sentido, se a prefeitura não propagasse aos quatro ventos o sucesso de seu projeto Música nas escolas. E é aí que mora o maior crime cultural que já vi ser maquinado. Aí que reside a inconseqüência e a maldade em favor da manutenção de poder. Pergunta-me o desavisado internauta: Quem mal pode haver num projeto que ensina com êxito cinco mil jovens, a arte da música? Respondo com prazer: Nada, se esse projeto tivesse início, meio e fim. Se este projeto não servisse para compras superfaturadas e apelos políticos imediatos. Pois caro leitor, o que faremos com esses jovens quando já na sua adolescência, eles não puderem exercer a sua arte em sua própria cidade, onde tudo é proibido? Mandaremo-os para fora, como já fazemos com nossos jovens nos finais de semana sob os riscos das estradas noturnas e alcoolizadas, ou os internaremos em clínicas psicológicas para que o seu talento reprimido não se transforme em revolta e concepção de genialidades criminosas contra a própria sociedade organizada? O assunto é demais extenso e poderia ficar horas em meu computador tecendo conjecturas a respeito. Mas vamos ao que interessa: O que podemos fazer antes que a coisa fique ainda pior do que já está? Creio que podemos usar nossos músicos, que mesmo contra a vontade de nossos governantes locais, também são formadores de opinião, para que, num discurso comum e intermitente, em suas exibições em quaisquer searas, efetuem resumidamente e de forma uníssona, a convocação da população para uma ampla reflexão sobre o tema e se crie uma adversidade para os precursores da intolerância exacerbada. Precisamos criar um código comum para ser usado como uma bandeira pela vida e pela arte, sem coloração ou conotação política ou partidária, mas com um ideal de amor à vida e a beleza da arte e da música. Coloco desde já com a anuência do Presidente, a estrutura da Câmara Municipal para sediar ou intermediar tais desejados encontros, antes que seja tarde demais. Músicos, intérpretes da inspiração, propagadores da alegria, sonorizadores da vida, unam-se pelo bem de quem quer viver em paz e em abundância. È o meu desejo e minha proposta. Sirvam-se se desejarem.
*Júlio César Fialho Esteves, é Controlador Geral da Câmara Municipal de Barra Mansa, tem 47 anos, mas está muito longe de desistir de viver com prazer; não faz parte das oligarquias fracassadas porque já nasceu em berço quebrado; tem 3 filhos jovens que são obrigados a sair de Barra Mansa em busca de vida, e uma mulher que não dorme por causa disso; desafina em caixa de fósforo mas adora música; e acredita que lugar de músico é no céu e não no inferno; e sempre que pode, menos do que gostaria, coloca a galera para tocar, carregando o desejo secreto de fazer alguma coisa a mais por todos nós.
sábado, 10 de outubro de 2009
Festival do Rio 2009

Tive a idéia de dividir o meu espaço no Blog assim que recebi o convite para participar dele, já falei isso antes, é muito bom escrever esses textos, o primeiro convidado será o Betão (Roberto Campos). Um grande amigo. Companheiro de muitos shows, cinemas, teatros e outras zueiras mais. Amigo de verdade, daqueles de participa dos perrengues também. Valeu Betão.
Bom final de semana.
Luciano.
Um olhar sobre o Festival do Rio
* Por Roberto Campos
Este ano, seguindo a dica que o Boi forneceu, procurei assistir somente os filmes que não estarão em cartaz, porém alguns me bateram tanta curiosidade que não tive como resistir. Não me arrependi, a escolha que fiz foi excelente.
Iniciei o festival assistindo Alô, alô Terezinha, um documentário de Nelson Hoineff sobre o Chacrinha. Qual foi a minha surpresa ao chegar ao Odeon e encontrar senhoras de meia idade vestindo mini saias, uma outra com mais de 1,90 usando dreads e gargalhando às alturas e um certo cantor que não me parecia estranho, mas não lembrava bem o nome...Não deveria ter tido surpresa alguma, só o velho guerreiro para juntar novamente Chacretes, Elke Maravilha, Biafra, dentre outros artistas e calouros num só ambiente.
O filme não decepcionou, continuou com o mesmo humor ácido que Chacrinha usava em seus programas, porém trazendo para a realidade a fantasia que seus colaboradores tinham há 30 anos atrás. Em entrevistas hilárias, as Chacretes contavam tudo, desde piadas e repressões que Chacrinha mantinha, até as verdades e mentiras sobre casos picantes, como com Péle ou com aquele ex-presidente que pegou o dinheiro do povo. Qual o nome dele mesmo? Ah é, “Francisco” Collor, como disse Vera Furacão. Realmente um filme fascinante. Em determinado momento fui transportado diretamente para o colo do meu avô, tomando café com pão e gargalhando das buzinadas que alguns calouros levavam sem nem abrir a boca. Sai do cinema com a sensação que tinha iniciado com o pé direito este festival.
Outro filme que chamou atenção antes até de estrear foi Histórias de amor duram apenas 90 min. Tinha lido alguma coisa dizendo que o Caio Blat estava perfeito neste filme. Bom, como gostei muito do trabalho dele em Baixio das Bestas e Cama de gato, apostei. O filme realmente é muito bom, principalmente com o roteiro e direção assinados por Paulo Halm. O mesmo de Gerra de Canudos, Dois Perdidos Numa Noite Suja e Pequeno Dicionário Amoroso. Com um roteiro muito bom e atores entregues aos personagens, não teria como não ser um sucesso. Este vale muito a pena rever.
Dentre os curtas, destaco Sildenafil com Ricardo Petraglia e Marilia Medina. Uma mulher de meia idade que obriga seu marido à experimentar Viagra, para tentar ter pelo menos uma noite de sexo, em um casamento já em crise. O roteiro é maravilhoso! Os dois demonstram uma ligação perfeita durante todo o filme. As falas são trocadas durante acontecimentos que te fazem querer rolar da cadeira de tanto rir. Se conseguirem achar, não deixem de ver. Terminou o festival ganhando o prêmio de melhor Curta-Metragem de Voto Popular.
Bom, como o tempo é curto, e estudar e trabalhar não é mole mesmo, alguns filmes que gostaria muito de ter visto passaram, porém ainda teremos a repescagem que vai de 09 a 15 de outubro. Segue o link com a programação.
http://www.festivaldorio.com.br/site2009/index.php?option=com_content&view=article&id=132:repescagem-2009&catid=57:novidades-do-festival&Itemid=121
Alguns filmes já estrearam e muitos já foram comprados, mas sem data de estréia ainda. Segue a lista do que estreou ontem:
- Bastardos Inglórios – Quentin Tarantino
- Che 2 – A guerrilha – Steven Soderbergh
- Flordelis – Basta uma palavra para mudar - Marco Antonio Ferraz & Anderson Correa
- Herbert de Perto - Roberto Berliner e Pedro Bronz
Alguns não entraram na repescagem e nem entrarão em cartaz, então devemos recorrer a nossa velha e boa Internet e baixá-los. Todos estão disponíveis no site do festival (http://www.festivaldorio.com.br/).
Bom proveito das dicas e não deixem de consultar a programação oficial do festival.
* Roberto Campos, 29 anos, trabalha com Call Center, na área de Qualidade, estudante de Publicidade da Facha, adora tomar uma gelada com seus amigos na Lapa, mas nesse momento trocou a cerveja da Lapa pelos chopps da Oktoberfest em blumenau.
Bom final de semana.
Luciano.
Um olhar sobre o Festival do Rio
* Por Roberto Campos
Este ano, seguindo a dica que o Boi forneceu, procurei assistir somente os filmes que não estarão em cartaz, porém alguns me bateram tanta curiosidade que não tive como resistir. Não me arrependi, a escolha que fiz foi excelente.
Iniciei o festival assistindo Alô, alô Terezinha, um documentário de Nelson Hoineff sobre o Chacrinha. Qual foi a minha surpresa ao chegar ao Odeon e encontrar senhoras de meia idade vestindo mini saias, uma outra com mais de 1,90 usando dreads e gargalhando às alturas e um certo cantor que não me parecia estranho, mas não lembrava bem o nome...Não deveria ter tido surpresa alguma, só o velho guerreiro para juntar novamente Chacretes, Elke Maravilha, Biafra, dentre outros artistas e calouros num só ambiente.
O filme não decepcionou, continuou com o mesmo humor ácido que Chacrinha usava em seus programas, porém trazendo para a realidade a fantasia que seus colaboradores tinham há 30 anos atrás. Em entrevistas hilárias, as Chacretes contavam tudo, desde piadas e repressões que Chacrinha mantinha, até as verdades e mentiras sobre casos picantes, como com Péle ou com aquele ex-presidente que pegou o dinheiro do povo. Qual o nome dele mesmo? Ah é, “Francisco” Collor, como disse Vera Furacão. Realmente um filme fascinante. Em determinado momento fui transportado diretamente para o colo do meu avô, tomando café com pão e gargalhando das buzinadas que alguns calouros levavam sem nem abrir a boca. Sai do cinema com a sensação que tinha iniciado com o pé direito este festival.
Outro filme que chamou atenção antes até de estrear foi Histórias de amor duram apenas 90 min. Tinha lido alguma coisa dizendo que o Caio Blat estava perfeito neste filme. Bom, como gostei muito do trabalho dele em Baixio das Bestas e Cama de gato, apostei. O filme realmente é muito bom, principalmente com o roteiro e direção assinados por Paulo Halm. O mesmo de Gerra de Canudos, Dois Perdidos Numa Noite Suja e Pequeno Dicionário Amoroso. Com um roteiro muito bom e atores entregues aos personagens, não teria como não ser um sucesso. Este vale muito a pena rever.
Dentre os curtas, destaco Sildenafil com Ricardo Petraglia e Marilia Medina. Uma mulher de meia idade que obriga seu marido à experimentar Viagra, para tentar ter pelo menos uma noite de sexo, em um casamento já em crise. O roteiro é maravilhoso! Os dois demonstram uma ligação perfeita durante todo o filme. As falas são trocadas durante acontecimentos que te fazem querer rolar da cadeira de tanto rir. Se conseguirem achar, não deixem de ver. Terminou o festival ganhando o prêmio de melhor Curta-Metragem de Voto Popular.
Bom, como o tempo é curto, e estudar e trabalhar não é mole mesmo, alguns filmes que gostaria muito de ter visto passaram, porém ainda teremos a repescagem que vai de 09 a 15 de outubro. Segue o link com a programação.
http://www.festivaldorio.com.br/site2009/index.php?option=com_content&view=article&id=132:repescagem-2009&catid=57:novidades-do-festival&Itemid=121
Alguns filmes já estrearam e muitos já foram comprados, mas sem data de estréia ainda. Segue a lista do que estreou ontem:
- Bastardos Inglórios – Quentin Tarantino
- Che 2 – A guerrilha – Steven Soderbergh
- Flordelis – Basta uma palavra para mudar - Marco Antonio Ferraz & Anderson Correa
- Herbert de Perto - Roberto Berliner e Pedro Bronz
Alguns não entraram na repescagem e nem entrarão em cartaz, então devemos recorrer a nossa velha e boa Internet e baixá-los. Todos estão disponíveis no site do festival (http://www.festivaldorio.com.br/).
Bom proveito das dicas e não deixem de consultar a programação oficial do festival.
* Roberto Campos, 29 anos, trabalha com Call Center, na área de Qualidade, estudante de Publicidade da Facha, adora tomar uma gelada com seus amigos na Lapa, mas nesse momento trocou a cerveja da Lapa pelos chopps da Oktoberfest em blumenau.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
03 DE OUTUBRO

Por César Augusto Zadorosny*
No último sábado, como é de conhecimento de todos, Barra Mansa comemorou seus 177 anos. As festividades ficaram concentradas no entorno do Parque Centenário, mais precisamente em volta do Bistrô do Serrate, que hoje divide com o Café Favorito o título de marco central e “Boca Maldita” da cidade, pois ali fala-se - mal - de tudo e de todos.
As atrações musicais principais – e únicas – foram o Figuróticos (foto), banda de Rock nervosa e ruidosa integrada pelos amigos Eric, Pança e Edson (Figurótico), e a dupla Julinho Marassi & Gutemberg, rapaziada que também dispensa apresentações, sobretudo aqui no sul do estado, e manda bem no seu Rock / Pop / MPB.
Recebi no dia um encarte interessante feito pela Câmara Municipal de Barra Mansa em homenagem – acredito – ao aniversário da cidade. A revista traz informações sobre a história da cidade, seus símbolos, aspectos geográficos, socioeconômicos e turísticos e vem até com a letra do “Hino do Município de Barra Mansa”, instituído pela Lei nº 1.616, de 01 de dezembro de 1981, publicada no jornal “A Voz da Cidade”, ed. n° 1.829 de 10/12/81.
Segundo um amigo me confidenciou, esse encarte é o mesmo há uns vinte anos e praticamente só atualizam a capa, na parte que consta o ano da comemoração (2006, 2007, 2008 e por aí vai).
A letra do hino já foi publicada neste Blog pelo insuperável Valério Cortez, mas eu aqui faço questão de destacar um trechinho:
“(...)
O teu nome também nos recorda
Um murmúrio suave, um perdão,
Um carinho que terno transborda
De teus filhos no teu coração!
Ele lembra também a meiguice,
A beleza, a grandeza moral
Das mulheres que tens, a ledice
A pureza sem par de Vestal!
Barra Mansa! Barra Mansa!
(...)”
Fico me perguntando quem executou e onde se realizou a primeira gravação do hino? Assim que souber eu conto.
A festança seguiu tarde afora e contou com a presença de algumas das maiores figuras barramansenses da atualidade: Maloca, Maria Bacia (versão 2009), Altino, Prof. Luiz Amaral, Magú, Bujão, Valério & Carlos Henrique (escreve-se assim mesmo, tipo Sandi & Júnior, Bruno & Marronei, etc.), Alfredo (dentista), dentre outros.
Realmente, Barra Mansa possuiu um anedotário de riqueza sem par e o encontro do “03 de outubro” está aí para provar isso. O mais curioso é que as piadas que são ali contadas acontecerem mesmo, algumas foram, inclusive, musicadas e viraram CD.
Só para ter uma ideia: Um candidato a prefeito derrotado na eleição perguntou ao ex-prefeito que o apoiara: Professor, o que o senhor acha que faltou para ganharmos a eleição este ano? Faltou dinheiro? Apoio? E o ex-prefeito, com sua sabedoria singular, respondeu: Faltou foi voto mesmo.
Dizem que uma “maldição” recaiu sobre o CD com as paródias barramansenses e que todas as cópias praticamente desapareceram. Se alguém tiver alguma, proteja-a bem.
Dica de filme: O Super Outro. Produção baiana de orçamento modesto, mas de imaginação ilimitada e que faz o expectador pensar ao final: O que será que eles quiseram dizer com isso tudo? Inacreditável. Valeu Valério!
No último sábado, como é de conhecimento de todos, Barra Mansa comemorou seus 177 anos. As festividades ficaram concentradas no entorno do Parque Centenário, mais precisamente em volta do Bistrô do Serrate, que hoje divide com o Café Favorito o título de marco central e “Boca Maldita” da cidade, pois ali fala-se - mal - de tudo e de todos.
As atrações musicais principais – e únicas – foram o Figuróticos (foto), banda de Rock nervosa e ruidosa integrada pelos amigos Eric, Pança e Edson (Figurótico), e a dupla Julinho Marassi & Gutemberg, rapaziada que também dispensa apresentações, sobretudo aqui no sul do estado, e manda bem no seu Rock / Pop / MPB.
Recebi no dia um encarte interessante feito pela Câmara Municipal de Barra Mansa em homenagem – acredito – ao aniversário da cidade. A revista traz informações sobre a história da cidade, seus símbolos, aspectos geográficos, socioeconômicos e turísticos e vem até com a letra do “Hino do Município de Barra Mansa”, instituído pela Lei nº 1.616, de 01 de dezembro de 1981, publicada no jornal “A Voz da Cidade”, ed. n° 1.829 de 10/12/81.
Segundo um amigo me confidenciou, esse encarte é o mesmo há uns vinte anos e praticamente só atualizam a capa, na parte que consta o ano da comemoração (2006, 2007, 2008 e por aí vai).
A letra do hino já foi publicada neste Blog pelo insuperável Valério Cortez, mas eu aqui faço questão de destacar um trechinho:
“(...)
O teu nome também nos recorda
Um murmúrio suave, um perdão,
Um carinho que terno transborda
De teus filhos no teu coração!
Ele lembra também a meiguice,
A beleza, a grandeza moral
Das mulheres que tens, a ledice
A pureza sem par de Vestal!
Barra Mansa! Barra Mansa!
(...)”
Fico me perguntando quem executou e onde se realizou a primeira gravação do hino? Assim que souber eu conto.
A festança seguiu tarde afora e contou com a presença de algumas das maiores figuras barramansenses da atualidade: Maloca, Maria Bacia (versão 2009), Altino, Prof. Luiz Amaral, Magú, Bujão, Valério & Carlos Henrique (escreve-se assim mesmo, tipo Sandi & Júnior, Bruno & Marronei, etc.), Alfredo (dentista), dentre outros.
Realmente, Barra Mansa possuiu um anedotário de riqueza sem par e o encontro do “03 de outubro” está aí para provar isso. O mais curioso é que as piadas que são ali contadas acontecerem mesmo, algumas foram, inclusive, musicadas e viraram CD.
Só para ter uma ideia: Um candidato a prefeito derrotado na eleição perguntou ao ex-prefeito que o apoiara: Professor, o que o senhor acha que faltou para ganharmos a eleição este ano? Faltou dinheiro? Apoio? E o ex-prefeito, com sua sabedoria singular, respondeu: Faltou foi voto mesmo.
Dizem que uma “maldição” recaiu sobre o CD com as paródias barramansenses e que todas as cópias praticamente desapareceram. Se alguém tiver alguma, proteja-a bem.
Dica de filme: O Super Outro. Produção baiana de orçamento modesto, mas de imaginação ilimitada e que faz o expectador pensar ao final: O que será que eles quiseram dizer com isso tudo? Inacreditável. Valeu Valério!
Valeu pela foto Meire.
Um grande abraço e até a próxima.
*César Augusto Zadorosny, tem 35 anos, é barramansense, e também esteve no “03 de outubro” para comemorar com os amigos o aniversário da cidade.
Um grande abraço e até a próxima.
*César Augusto Zadorosny, tem 35 anos, é barramansense, e também esteve no “03 de outubro” para comemorar com os amigos o aniversário da cidade.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Imagem e Ilusão

*por Alex Peres
Desde que o mundo é mundo a imagem é fator principal, ou pelo menos inicial para uma análise conceitual.
A maioria das pessoas julga o próximo pela imagem. Tudo o que se refere ao visual, ou seja, a roupa, o cabelo, os acessórios, os sapatos, a maneira de sentar, de falar, etc., fazem parte de um conceito automático estimulado involuntariamente pelo cérebro.
Dizem que são necessários apenas 30 segundos para formarmos uma primeira impressão de alguém. Neste curto espaço de tempo, qualidades como personalidade, origem, humor, classe social, etnia, facilita ou não a integração com os outros. Pode até parecer que a imagem é um conceito passivo, que existe apenas na minha mente e que não depende de nós.
Nos dias de hoje, em que somos cada vez mais uma sociedade visual, a imagem pessoal tornou-se de fundamental importância para o sucesso em todas as áreas de trabalho, sexual, nas rodinhas da escola, entre amigos, etc. Como um produto, qualquer um que deseje a inserção em qualquer meio precisa de um esforço de marketing para promover a sua própria imagem, pois quanto mais integrado ao padrão for sua imagem, mais a sociedade irá valorizá-lo.
O preconceito está relacionado diretamente com a imagem.
Porém, mais uma vez a Internet veio para quebrar paradigmas. A imagem já não é fator fundamental se tratando de web, embora valha muito nas mãos dos webdesigners, mas o mais importante é o conteúdo do que você escreve.
Na internet você pode ser o que você quiser, e quem você quiser, inclusive você mesmo.
Não importa se você é negro, branco, azul amarelo, a sua opção sexual, classe social, o que importa é a sua habilidade de criar e inserir suas idéias.
Então a imagem pessoal, nesta fase, já deixa de ser algo tão importante, porém ainda vemos casos de preconceito racial, oportunidades de emprego sendo jogadas no lixo por uma calça jeans ou por um fiapo de barba. Considero uma tremenda besteira, pois não é o que estou vestindo que irá dizer o que penso ou o que sei fazer. O caráter e a ética, sobrepõe qualquer tipo de imagem que eu possa passar.
Desde que o mundo é mundo a imagem é fator principal, ou pelo menos inicial para uma análise conceitual.
A maioria das pessoas julga o próximo pela imagem. Tudo o que se refere ao visual, ou seja, a roupa, o cabelo, os acessórios, os sapatos, a maneira de sentar, de falar, etc., fazem parte de um conceito automático estimulado involuntariamente pelo cérebro.
Dizem que são necessários apenas 30 segundos para formarmos uma primeira impressão de alguém. Neste curto espaço de tempo, qualidades como personalidade, origem, humor, classe social, etnia, facilita ou não a integração com os outros. Pode até parecer que a imagem é um conceito passivo, que existe apenas na minha mente e que não depende de nós.
Nos dias de hoje, em que somos cada vez mais uma sociedade visual, a imagem pessoal tornou-se de fundamental importância para o sucesso em todas as áreas de trabalho, sexual, nas rodinhas da escola, entre amigos, etc. Como um produto, qualquer um que deseje a inserção em qualquer meio precisa de um esforço de marketing para promover a sua própria imagem, pois quanto mais integrado ao padrão for sua imagem, mais a sociedade irá valorizá-lo.
O preconceito está relacionado diretamente com a imagem.
Porém, mais uma vez a Internet veio para quebrar paradigmas. A imagem já não é fator fundamental se tratando de web, embora valha muito nas mãos dos webdesigners, mas o mais importante é o conteúdo do que você escreve.
Na internet você pode ser o que você quiser, e quem você quiser, inclusive você mesmo.
Não importa se você é negro, branco, azul amarelo, a sua opção sexual, classe social, o que importa é a sua habilidade de criar e inserir suas idéias.
Então a imagem pessoal, nesta fase, já deixa de ser algo tão importante, porém ainda vemos casos de preconceito racial, oportunidades de emprego sendo jogadas no lixo por uma calça jeans ou por um fiapo de barba. Considero uma tremenda besteira, pois não é o que estou vestindo que irá dizer o que penso ou o que sei fazer. O caráter e a ética, sobrepõe qualquer tipo de imagem que eu possa passar.
Não quero destruir todo um estudo acadêmico de psicologia que possa existir sobre o poder da imagem, é somente uma opinião isolada.
Para provar isso, basta olhar para a boa parte dos bandidos que temos no mundo, que usam terno e gravata e possuem nível superior, e que fazem parte da nata da sociedade.
Peço desculpas pela demora na postagem da coluna, mas tento sempre cumprir com essa deliciosa obrigação.
Um grande abraço a todos, e até a próxima quinta.
*Alex Peres – é realista e tenta ser simples nas suas definições.
Para provar isso, basta olhar para a boa parte dos bandidos que temos no mundo, que usam terno e gravata e possuem nível superior, e que fazem parte da nata da sociedade.
Peço desculpas pela demora na postagem da coluna, mas tento sempre cumprir com essa deliciosa obrigação.
Um grande abraço a todos, e até a próxima quinta.
*Alex Peres – é realista e tenta ser simples nas suas definições.
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