domingo, 28 de fevereiro de 2010

Celacanto Provoca Maremoto


Por Valério Cortez

Ali pelo início dos anos setenta, 1972-1973, em meio ao imenso vazio cultural causado pela censura e pela repressão política, ao qual estávamos submetidos pelo golpe militar de 1964, surgiu, ninguém sabe exatamente de onde nem porque, um sem números de poetas e poesias, que sem pedir licença a ninguém, tomou de assalto a cena cultural da época.

Este movimento, que mais tarde veio a ser conhecido com o nome de Poesia Marginal, atingia em cheio ao consumidor jovem de cultura, cuja formação, até então, vinha sendo caracterizada pelo gosto da música, do cinema, dos shows e dos cartuns.

Essa poesia, ”não-literária”, trazia em seu bojo, o bom humor, e se auto proclamava uma poesia descartável, biodegradável. E é claro, não postulava sua inclusão na tradicional literatura brasileira.

A poesia marginal acontecia totalmente fora do mercado da cultural formal, seus poetas desenvolviam tecnologias artesanais e mercadológicas surpreendentes para a produção, divulgação e venda de seus produtos.

Em 1975 a professora de literatura e escritora Heloisa Buarque de Holanda, organizou a coletânea, 26 Poetas Hoje, reunindo parte importante da produção marginal, até então dispersa.

A coletânea, como era de se esperar, não foi bem aceita pelos críticos e produtores da cultura formal, que alegavam na época, tratar-se simplesmente de um pseudo movimento de “cultura não culta”

Participaram da coletânea entre outros, Francisco Alvim, Roberto Piva, Cacaso, Torquato Neto, José Carlos Capinam, Roberto Schwarz, Ana Cristina Cesar, Eudoro Augusto, Waly Sailormoon, Chacal, Charles, Bernardo Vilhena e Leila Miccolis.

Antonio Carlos de Brito, o Cacaso, dizia na época:

“Isto não é um movimento literário. É um poemão. É como se todos estivéssemos escrevendo o mesmo poema a 1.000 mãos”.


Um pouquinho mais da poesia marginal dos anos 70.

Busto Renascentista
Antonio Carlos de Brito

quem vê minha namorada vestida

nem de longe imagina o corpo que ela tem

sua barriga é a praça onde guerreiros se reconciliam

delicadamente seus seios narram façanhas inenarráveis

em versos como estes

e quem diria ser possuidora de tão belas omoplatas?

feliz de mim que freqüento amiúde e quando posso

a boceta dela


Um bom domingo a todos, e fiquem tranqüilos, pois:

Chute de poeta
não leva perigo a meta.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

UTILIDADE PÚBLICA - ouça o que você quiser

Ouça o que você quiser


por Administração do Blog - Estação BM*




Hoje ficamos sem a pena de nosso colunista César Zadorosny, que está com a vida tomada por cimento, areia, concreto, reboco, encanamento, pedreiros etc. Calma, ele não foi vítima de nenhum desabamento, é apenas uma obra em sua casa...

Enquanto isso, o Estação BM presta um serviço de utilidade pública aos seus míseros leitores. Conforme bola levantada pelo blogueiro Alex, não há nada de novo no front do rock’n’roll. O que é feito fica praticamente desconhecido, não chega aos nossos ouvidos. Então, o Estação tenta trazer o artista aonde o povo está.

Seguem alguns links interessantes de rádios e sites para gastar o tempo na web ouvindo o bom e velho rock’n’roll em todas as suas vertentes. As coisas continuam acontecendo, agora de maneira diferente. É preciso buscar, garimpar. Mas é uma diversidade como nunca se viu, e está tudo a um clique. Não há mais desculpas. Só reclama do axé e do funk quem não tem acesso a um computador. Isso deve ser passado aos filhos. O mundo está aí na frente da sua tela. O que vai abaixo são pequenas amostras, as possibilidades são praticamente infinitas, você pode direcionar o farol para a música oriental, dos povos andinos, aborígenes australianos, sertão nordestino, não há fronteira.

Divirtam-se.

Stoner Rock – rótulos são indesejáveis, mas, por uma questão de comunicação, acabam sendo inevitáveis. A bola da vez é o stoner rock. Resumindo, são bandas que fazem um som estilo 70's, puxado para Black Sabbath e Purple, riffs pesados, passagens psicodélicas, mais ou menos por aí. É rock tradicional, mas criaram um novo rótulo. É preciso garimpar, pois como tudo que se tenta rotular, há coisas completamente diferentes, desde o velho e bom hard rock setentista até doom metal. Para começar, recomenda-se as bandas Wolfmother, White Stripes e Queens of The Stone Age. A Wikipédia fornece uma grande relação de bandas e uma definição do estilo - http://pt.wikipedia.org/wiki/Stoner_rock. No Brasil encontramos alguns representantes, Statik Majik, Sonic Volt, Flaming Moe, Barra Pesada, Carbura, entre outras. Para quem gosta de rock tradicional, setentista, as bandas stoners são o que há de melhor no momento. Para saber mais – www.stonerrock.com

Rádio Stoner Rock - http://www.stonerrock.com/k666/

Rock Progressivo – estilo tido como morto e enterrado, o progressivo sobrevive nos subterrâneos, misturando-se com outros estilos (jazz, metal, eletrônica etc.). Mas está vivo, e muito. Inúmeras rádios dedicadas ao progressivo podem ser encontradas aqui - http://www.progradio.net/stations.htm (esse link é cinco estrelas – são várias rádios altamente especializadas em progressivo em várias vertentes, antigas e atuais – vale a visita).

Progressivo inglês 70 - http://www.live365.com/stations/infomas

Outros Críticos (http://outroscriticos.blogspot.com/) – blog dedicado a apresentar bandas novas nacionais (Vanguart, Cidadão Instigado, Júpiter Maçã etc.) – no link a seguir há um vídeo do Vanguart - http://outroscriticos.blogspot.com/2010/02/radio-pm-vanguart.html

Rádio Uol - http://www.radio.uol.com.br/ - vários estilos, canais, boa conexão.

LastFmhttp://www.lastfm.com.br/ – cadastro fácil, inúmeros estilos, basta clicar e procurar. Tem canais exclusivos de artistas/bandas, de estilos. É só buscar.

Rádio Mochileiros – rádio de música alternativa – você pode escolher ouvir 24h de rock clássico, rock alternativo, bossa nova, lounge, reggae, música clássica, jazz, notícias etc. - http://www.mochileiros.com/radio/radio.php?radio=11

Menu de rádios - http://brazil.real.com/guide/radiotv/ - belo link, com várias rádios, sons nacionais e internacionais, rádios universitárias americanas. Abaixo vão algumas das rádios listadas neste link (se os links não abrirem, clique no link acima (http://brazil.real.com/guide/radiotv) que aparecerão todas essas rádios abaixo - e mais algumas, com os respectivos logos e links):

ABC Classic FM
Música erudita com transmissão da rede australiana ABC. Excelente!
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ABC

XPoNential Radio
Descubra novidades da música 24 horas por dia na XPoNential Radio. Blues, rock, world, folk e country alternativo.
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XPN.org

Nashville FM
Quer ouvir a melhor música country do planeta ao vivo, 24 horas por dia? Nenhum lugar melhor que a Nashville FM!
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Nashville FM

WXXI Classical 91.5 FM
Transmissão de música clássica durante o dia todo e uma variedade de programas especiais.
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WXXI

Radio WPSU
Notícias, música e esportes com transmissão da Penn State University.
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Radio WPSU

{Different} Radio WRUR
Rádio da universidade de Rochester com programação eclética que vai do hip-hop à música clássica.
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WXXI

WGBH 89.7
Música clássica, jazz, música celta, blues e folk na afiliada da NPR em Boston.
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WGBH

89.7 FM WTMD
Rádio pública da Universidade de Towson, em Maryland, nos Estados Unidos. Música, notícias e cultura!
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89.7 FM WTMD

KLCC
Jazz, blues, folk, world music, reggae e muito mais nessa college radio de Oregon.
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KLCC

RadioNtenna
Rock, blues, folk e R&B de primeira! Ouça aqui a excelente rádio auto-intitulada 'progressive alternative'.
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RadioNtenna

Frequence3
Essa rádio francesa de excelente qualidade transmite sucessos locais e mundiais ao vivo, 24 horas por dia, direto de Paris. Sintonize aqui!
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Frequence3

Rádio USP
A excelente rádio da Universidade de São Paulo traz programação bastante diversificada, com MPB, rock, jazz, samba, jornalismo e cultura.
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Rádio USP

Furb FM
Seleção musical eclética e diversificada: MPB, Nova MPB, rock, reggae, blues, jazz e samba.
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Furb FM

Rádio Educativa de Campinas FM
Jornalismo e programas pedagógicos e musicais. Concessão da prefeitura municipal de Campinas.
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Campinas.sp.gov.br

Coroados FM
Ouça o melhor da música nacional e internacional das últimas décadas.
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Coroados FM 103.3

Absolute Radio
Sintonize a rádio online mais ouvida do mundo e escute grandes sucessos do pop rock ao vivo! Ex-Virgin Radio.
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Absolute Radio

East Village Radio
Música, arte, cultura e variedades para a comunidade do East Village, em Nova York.
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East Village Radio

BestRadio Brasil
Grandes sucessos do pop, rock, dance e techno atual, além de pop rock brasileiro.
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BestRadio Brasil

100 XR
O melhor do rock, alternativo, metal, modern rock, classic rock, pop rock.
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100xr.com

EdgeRadio 106.7 FM
Rádio independente de Ohio. Sem comerciais e com uma programação que inclui indie, música alternativa e modern rock.
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EdgeRadio 106.7 FM

GLT Blues
Blues ao vivo 24 horas por dia na excelente rádio da Illinois State University.
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WGLT

Folk Alley Fresh Cuts
Transmissão ao vivo com o melhor da nova música folk, bluegrass e Americana. Conheça novos artistas!
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Folk Alley

Kiss FM
Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin e muito mais! Depois de um rock, vem sempre outro rock.
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Kiss FM

Alternate Side
Música alternativa 24/7: Radiohead, Santogold, R.E.M., Nirvana, TV on the Radio, Portishead, Juana Molina, Sigur Ros, Arcade Fire e mais!
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WFUV

KCRW Music
Canal exclusivo de música 24/7 da rádio comunitária da Santa Monica College. Mistura eclética de eletrônica, pop, música latina alternativa, soul, hip-hop, trip-hop, world music e mais!
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KCRW.com

Absolute Classic Rock
Ouça sempre os maiores clássicos da música pop e do rock internacional na Absolute Classic Rock!
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Absolute Radio

21 Educational Access
Canal de TV educativo americano da cidade de Lincoln, Nebraska. Programas de esportes, música e história.
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Lincoln.ne.gov

Folk Alley
Transmissão 24 horas por dia de cantores/compositores folk, música celta, acústica, Americana, tradicional e de diferentes partes do mundo.
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XPN.org

Stay Rock Brazil
A brasileira Stay Rock mantém uma programação com vários segmentos do rock, desde o consagrado até o underground.
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Stay Rock Brazil

KUSP
Radio independente da Califórnia, com música, notícias e programação cultural.
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KUSP

Funky Hot Mix!
Tudo de house, dance e funk clássico para você balançar o corpo.
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Funky Hot Mix

Thugzone.com
O melhor do rap e hip-hop ao vivo de Toronto, Canadá.
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Thugzone.com

Radio Deejay
Rádio de música pop com transmissão ao vivo da Itália. Ouça já!
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DEEJAY

Rádio Backstage
Rádio 100% heavy rock, com 24 horas de programação dedicado ao estilo.
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Rádio Backstage

1 Mix Radio, trance music!
O melhor do trance e eletrônica direto do Reino Unido. DJs e sets ao vivo!
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1 Mix Radio

TD1 Radio
Música pop com transmissão ao vivo. Ouça country, pop, clássicos, indie, dance e rock.
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TD1 Radio

OuiFM 3 - rock clássico
A odisséia do rock passada a limpo! Ouça os grandes clássicos em uma programação impecável.
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OuiFM

Deutsche Welle
O serviço em inglês da Deutsche Welle oferece música de alta qualidade e notícias em inglês.
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dw-world.de

Art International Radio
Rádio de arte com programas de entrevistas, debates, música experimental, poesia e cultura.
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ArtOnAir.org

Absolute Xtreme
Rock, pop, indie... Ouça de tudo numa das melhores estações de música do Reino Unido. Sensacional! Ex-Virgin Xtreme.
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Absolute Radio

The Lynx Classic Hits
Sucessos inesquecíveis de todos os tempos em uma rádio de alta qualidade. Ouça já!
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The Lynx

Scalla FM
A rádio Scalla FM 92,5 MHz traz sempre o melhor da música nacional e internacional para o público exigente.
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Scalla FM

Lynx Classic Rock
Clássicos do rock em uma programação que inclui de Led Zeppelin a Jackson Browne.
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The Lynx

Q94 FM
O melhor da música pop atual ao vivo, direto de Winnipeg, Canadá. Excelente!
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Q94 FM

Radio 24
Notícias atualizadas da Itália e do mundo, com transmissão dos estúdios de Milão e Roma.
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Radio 24

Reggae Trade
Do ska ao ragga, do roots ao dancehall, do rockysteady ao dub. Ouça o melhor do reggae mundial!
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Reggae Trade

Chicago Public Radio
Notícias de política, economia, entrevistas, retransmissão da BBC e mais na rádio pública de Chicago.
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Chicago Public Radio

Mellesleg Trilhas Sonoras
Ouça as trilhas sonoras de grandes clássicos do cinema compostas por John Williams, Enio Morricone, Hans Zimmer e muitos mais!
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Mellesleg.fm

Zappa Radio
Rádio dedicada à obra do mais genial compositor da história do rock. Music is the best!
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Zappa.com

Ghost Labor Radio
Música, esportes e entrevistas na rádio americana dedicada ao rock e hip-hop.
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Ghostlaborradio.com

Mellesleg Romântica
Chame o seu amor para curtirem juntinhos as músicas românticas que embalam as grandes paixões!
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Mellesleg.fm

Blue Note Radio
Impossível falar em jazz sem falar em Blue Note. Ouça as melhores faixas dos maiores músicos de jazz de todos os tempos!
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ClubNation.FM
Trance, house, hardstyle, dance, techno... Escute o melhor da música eletrônica em uma excelente programação.
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ClubNation.FM

Smooth Jazz
Nessa ótima rádio californiana você ouve artistas do quilate de Tuck & Patti, Steely Dan e Wes Montgomery.
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SmoothJazz.com

C-SPAN Radio
Cobertura ao vivo com notícias sobre política e economia 24 horas por dia.
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C-SPAN.org

KPLU
Ouça os maiores artistas de todos os tempos, como Miles Davis, Billie Holiday, Dave Brubeck, e talentos da atualidade, como Diana Krall, Wynton Marsalis e Joshua Redman.
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KPLU

Coimbra 107.9 FM
Com uma programação musical de qualidade inegável, a RUC divulga ainda as mais diversas atividades culturais de Coimbra e do resto de Portugal.
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Rádio Universidade de Coimbra

Nova Classic Rock
Quer saber onde moram os deuses pagãos do rock and roll? Clique nessa webradio da Holanda e saberás!
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Nova Classic Rock

DUQ 90.5 FM
Rádio de Pittsburgh especializada em notícias e jazz. Ao vivo 24 horas por dia.
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DUQ 90.5 FM

NPR
Ouça jazz, música alternativa, pop e muita informação diretamente da capital dos Estados Unidos.
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NPR

Litoral FM
A Litoral FM conta com uma programação de alto estilo. Ouça jazz, blues e o melhor da MPB ao vivo!
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Litoral FM


*Estação BM é um blog que se tornará, em breve, rádio blog.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Uma questão de valores




* Por Sérgio Soares

Fim de semana passado, assistindo uma partida de futebol na televisão, me deparei com uma cena que me despertou o interesse. Ocorreu em um jogo pelo campeonato italiano, envolvendo as equipes do Genoa e Udinese. Em determinado momento um atacante do time de Udine chutou a gol, vindo a bola a desviar no zagueiro adversário e sair pela linha de fundo. De imediato o árbitro indicou tiro de meta. Indignado, o atacante a ele se dirigiu, apontando para o zagueiro e afirmando a existência do desvio da bola. Sem pestanejar, o árbitro da partida foi em direção ao zagueiro genovês e lhe indagou quanto ao suposto desvio, obtendo imediata resposta afirmativa. Voltou atrás e marcou o escanteio.

O fato acima narrado, tratado no futebol mundial como “fair play” (jogo justo), não seria nada demais, vivêssemos em uma sociedade avançada, marcada por critérios de honestidade e lealdade no trato interpessoal. Mas assim não é. Fiquei imaginando o que aconteceria se da cobrança do escanteio resultasse um gol da Udinese. Seria o zagueiro “crucificado” por ter adotado uma postura reta, moralmente inatacável? Seria chamado de otário por parte de sua torcida?

O lance ocorrido no campeonato italiano me fez recordar do abominável episódio envolvendo o gol da França contra a Irlanda nas eliminatórias da Copa do Mundo da África do Sul. Na ocasião o jogador francês Thierry Henry (que não conta com a simpatia dos brasileiros por razões bem conhecidas), estendeu o braço esquerdo, com o qual dominou a bola que passou para seu compatriota Gallas, responsável por sacramentar o gol que jogou uma pá de cal em anos de preparação do time irlandês e frustrou todo um país, alijado da possibilidade de disputar uma Copa do Mundo por conta de um lance desleal e ilegal. A jogada foi simplesmente absurda, mas árbitro e assistentes não viram. Eis a foto:



Pois esse é o ponto da questão. Todos gostam de enaltecer as qualidades pessoais, a honestidade, a firmeza moral, mas poucos têm coragem de assumi-las na vida cotidiana, onde ainda se percebe, geralmente de modo indireto, o enaltecimento de espertalhões e malandros, em uma inversão de valores pavorosa.

E eu fico cá me perguntando: Quais são os reais valores da nossa sociedade?

Finalizo lembrando uma canção do U2, presente no ótimo e subestimado álbum OCTOBER, chamada Rejoice: "I can`t change the world, but I can change the world in me..." (Não posso mudar o mundo, mas posso mudar o mundo em mim...)

* Sérgio Soares, 36 anos, casado, servidor público, não se exclui da sociedade citada na coluna e está buscando fazer a sua parte. Escreve também no blog Confraria Jurídica.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Que não é o que não pode ser que não é?


por Alex Peres*


Há tempos queria falar sobre o motivo da ausência de sucessos no rock nacional.
Comparado com a brilhante época do Rock Brasil dos anos 80, estamos fatalmente em uma ladeira, de bicicleta sem freio e descalços. Não digo pela falta de talentos, mas por falta de oportunidade.
Tentei analisar alguns motivos desse vazio.

O primeiro pela ausência de profissionalismo, no sentido de imaginar que uma banda é naturalmente formada de jovens que descobrem ou são descobertos por possuírem um talento, mas são tratados somente como matéria prima, precisando ser preparados a gozar desse dom também com profissionalismo. Aceitar que são trabalhadores como outros quaisquer, que devem produzir, criar, cumprir com metas, mas claro, dentro de um molde artístico, e não pegar um plano diretor de uma fábrica de vassouras e inserir nesse contexto.
Acredito que as gravadoras têm certa responsabilidade nisso. A busca pelo lucro imediato faz enfraquecer essas possibilidades.

Muitas bandas apareceram e sumiram em um piscar de olhos por falta desse preparo. Preparo esse que por muitas vezes salvou bandas como Barão Vermelho, Capital Inicial e Paralamas, não somente pelo talento, mas pelo grau de profissionalismo da banda, que considero ser formada não só pelos músicos, mas por holds, técnicos de som, de luz, de vídeo, figurino, cenário, marketing, em fim uma verdadeira empresa.

As bandas norte americanas da época tiveram essa visão muito antes de nós.
Por trás de uma das bandas de aparência mais desleixada de Seattle, o Nirvana, havia uma puta estrutura empresarial. Até o figurino grunge dos caras era organizado por uma profissional. O cara até punheta tocou no palco quando veio ao Brasil. Isso quer dizer que profissionalismo e organização não tiram a essência rebelde das bandas. Não que a masturbação pública seja legal, eu particularmente preferiria que ele tivesse se dedicado mais à guitarra e não tivesse dado fim a vida, pois muita coisa ainda gostaria de ter escutado dele.
Outro motivo muito peculiar sobre essa pseudo entre safra pode ser pelo aparecimento de múltiplas formas de difusão das mídias, através da tecnologia digital e virtual. Talvez por tanta facilidade e tanta variedade tudo fica mais disponível ao consumidor, cabendo a ele possuir a tecnologia e disposição de pesquisa, fato que fez mudar radicalmente a forma de negócio das gravadoras.

Porém sabemos que algo está faltando. Esse sentimento de órfão não pode ser normal. Pode ser questão de DNA (data de nascimento avançada), pois se tivesse nascido na década de 90 nada disso estaria me agoniando. Na própria década de 80 escutei muito coroa dizendo que não se fazia mais música como antigamente. Talvez seja isso, a revolução.

Outro motivo também foi o momento "trágico" que viveu o rock brasileiro no ínício dessa década.

Nessa década já havíamos perdido os grandes poetas Cazuza e Renato Russo, perdas irreparáveis. Antes da virada da década de 90 pra 00 houve a morte do cantor e compositor Chico Science em acidente de carro, figura extremamente promissora à riqueza artística do rock nacional. Herbert Vianna, dos Paralamas, sofreu acidente de ultraleve e ficou paraplégico (mas voltou a tocar); Marcelo Frommer, dos Titãs, morreu atropelado; Marcelo Yuka, d'O Rappa, foi baleado e ficou paraplégico (saiu da banda); e Cássia Eller morreu.

As bandas dos 90 passaram por muitas mudanças: o Skank ficou mais britpop (é isso mesmo) e cheio de experimentalismo nas músicas o que foi visto nos discos Cosmotron (2003) e Carrossel (2006); o líder dos Raimundos, Rodolfo, converteu-se a uma igreja evangélica e saiu da banda para formar o Rodox, que também acabaria algum tempo depois. Atualmente faz carreira solo com músicas gospel.

Também surgiu a banda Detonautas Roque Clube, na ativa desde 1997 mas lançada ao grande público em 2002, que chegou a abrir shows de Red Hot Chili Peppers e Silverchair, mas há quem torça o nariz ao falar de sua qualidade sonora.

O sul do país revelou diversas bandas durante a década, como : Cachorro Grande, Comunidade Nin-Jitsu, Bidê ou Balde, Ultramen e Chimarruts.

É claro que existe muita coisa boa por aí, e ta provado que o ser humano necessita de música, portanto ela não pode ser tratada exclusivamente como hobi, e sim como profissão rentável e organizada.

É a criança dizer que quer ser músico quando crescer e os pais não torcerem o nariz.

Em fim, salve o rock and roll, salve a criação, salve a liberdade artística e da criatividade, e coragem para empreender.

Um abraço a todos e até a próxima quinta.

*Alex Peres – tem 38 anos, é rock and roll, e precisa disso pra viver tranqüilo.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Retorno e ressurgimento


Por Figurótico*


O que eu menos esperava aconteceu. Passei o carnaval ao lado de Falácio. Aquele que o encontrei no ano passado e que não o vi há anos, sendo tema de coluna aqui no blog. Fiquei surpreso ao chegar ao apartamento em que ficaria e ver aquele cara do mesmo jeito na última vez: mal.

Mas estava a fim de espantar aquela agonia e decidiu enfiar o pé na jaca no carnaval. Escolheu o Rio, seus blocos, seus sambas, suas marchas. Sem axé. Mesmo estando longe da amada há tempos, lembrou-se do que a mesma dissera no carnaval passado, quando fora buscá-la a 500 quilômetros de distância e a mesma vociferou-lhe: “eu nunca mais te abandonarei, não sou ninguém sem você”. Continuou acreditando naquelas frases de cinema. Continuou... e dançou, bailou... Ela já com nova viagem programada despediu-se de vez do ex-amado e partiu feliz. Ele, por conta própria, teimava em ter um fio de esperança no retorno dos dois, mas sabia que o carnaval sepultaria novamente qualquer êxito. Não lhe sobrando alternativas resolver cair na casa de um amigo no Rio. Por sorte a mesma que fiquei.

Pude ver um homem jogando de um lado a outro, da euforia à depressão, da esbórnia à desilusão, do sonho ao real. Era tudo o que ele fazia no carnaval. Caía e levantava. Não havia cervejas no seu caminho, só uísque, vodca e o principal: a energia deixada pela ex ao embarcar noutra viagem. De cara virou a noite, pois sabia no seu íntimo o inferno que seria dormir no carnaval. A mente criativa de artista não lhe dava tréguas, e nessas horas só o que via era a amada em um carnaval distante, distante... Sem pestanejar na primeira noite já engatou no Bloco Cordão do Boitatá, na Praça XV, às oito da matina, vindo do Leblon, caminhando pela orla e matando sua primeira garrafa de uísque à luz do sol. Cantou entre os foliões que estavam na mesma pegada, virados. Cantou rock, pois a essa altura estava ao lado de Vicente, o lendário Barbudo do Bar Empório, na Maria Quitéria. E dali embarcou num táxi em direção ao bloco.

Lá chegando permaneceu até às duas da tarde, no pique. Perdeu-se dos amigos e quase perde a condução para casa. Lá chegando tomou um banho e desmaiou. Sabia que essa era a fórmula de dormir: de que o seu corpo já não teria forças para pensar em nada. Dormiu no susto e acordou dali a duas horas apenas. Ao acordar, convocou os demais para a rua e partiram. E nesse ritmo foi, duas, três, quatro noites. Ao som de “Tanto riso, oh quanta alegria”, ou “Sonhar não custa nada, o meu sonho é tão real”. Sambas e marchas que no momento o fizeram pular o carnaval, mas que o derrubavam quando tinha de voltar pra casa. Dormir foi um suplício, eu via. Deitado, morto, mas com os olhos abertos, sem pregá-los, pensando em que eu imagino muito bem. Na quarta de cinzas nos despedimos. Confessou-me que não sabia o que faria dali par frente.

Há dois dias atrás recebo uma mensagem sua pela internet. Dizia que começaria a vida do zero, mais uma vez. E que de fato havia admitido a perda da amada. Pois esta o deletou de todas as páginas da internet, todos os canais que o ligaram durante os anos de paixão, amor, amizade, brigas, tudo. Reconheceu a derrota e agora tocará o barco em outra direção. Falácio reapareceu, e pelo visto irá ressurgir.

*Figurótico insistiu pra que Falácio saísse na foto, mas já estava sem condições de ouvir ninguém...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Never trust a used car salesman!


* por Mozart Valle Neto


Este velho ditado estadunidense espelha bem meu sentimento. Vou explicar: depois de um ano e pouco de alegrias e tristezas com minha pequena caminhoneta. Várias idas e vindas ao mecânico, paradas na estrada, enguiços na porta de restaurante, guinchos, festas perdidas. Verdade que tiveram muitas alegrias também. Muitos passeios a cachoeiras, piscinas, festas e lugares que ninguém conseguiu chegar e eu cheguei com ela, muitas vezes carregada de gente na caçamba. Até mesmo neste carnaval ela deve ter chegado em casa praticamente sozinha por umas duas vezes. Importante dizer que intacta e com todos os passageiros em sua mais perfeita integridade.


Depois de tantos consertos: foi suspensão, motor, parte elétrica, injeção eletrônica, arrefecimento, é mesmo depois de praticamente trocar todas as peças possíveis, fiz umas contas e achei que com o que eu gastava de mecânico eu poderia tranquilamente pagar uma prestação de um carro novo. Assim ficaria livre dos problemas e poderia ter um transporte confiável.


Então parti na dura tarefa de buscar um carro. Primeiro me informei com um conhecido vendedor de carros aqui na cidade. Ele me informou que o carro valeria pelo menos uns doze mil reais. Fiz umas contas e parti na escolha do carro novo. Primeiro fui atrás de um carrinho valente que já possui um Mille. Na concessionária de Vassouras eu achei o carro. Do jeito que eu queria custava 29 mil reais. Achei que uns pequenos luxos eu poderia bancar. Nada demais apenas um ar condicionado básico, uma direção hidráulica e umas coisinhas elétricas. Aí veio a primeira decepção: Avaliaram a possante. Pagavam oito mil reais nela. Achei um ultraje. Voltei para casa é comecei a pesquisar Achei o valor na tabela Fipe quase doze mil mais o kit gás daria pelo menos uns treze mil.


Comecei a rodar agências. Alguém me sugeriu porque não continuar com a marca. Meu carro seria melhor valorizado numa concessionária Ford. Já meio desconsolado parti para a Besouro, antiga Corau em Barra Mansa, lá fui atendido por um vendedor. Fiz o tipo interessado num carro maior para depois partir para o que realmente queria. Olhei um, dois modelos e acabei optando pelo pequeno Ford KA completo. O preço era bem parecido com o do Fiat, um pouco mais de trinta mil. Ai que veio o golpe fatal a possante foi avaliada em seis mil reais. Fiquei tão atônito que ouvi ainda uma churrumela do vendedor que o carro estava sendo muito bem pago.

Sai chateado! Quero comprar, mas também não quero ser ludibriado. Negócio justo. Será que isso é possível ou vai valer o velho ditado estadunidense.


Post Scriptum: Descobri um vídeo no Youtube que explica bem a situação dêem uma olhada. http://www.youtube.com/watch?v=URkx5YLRekg


Post Scriptum 2: Só uma coisa eu tenho certeza nunca mais entro em uma concessiónaria da Ford.


* Mozart Valle Neto, 38 anos, separado, trabalha na área de educação e marketing e está vendendo seu carro uma Ford Courier ano 1998/99 com direção hidráulica, gnv com 22 m3. motor novo (10 mil km) que estiver interessado deixe um comentário.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Barra Mansa está se preparando para receber o trem-bala?






por Carlos Vinicius Rosenburg*

Minha vida se mistura com trilhos. Nasci e fui criado em uma rua que começa em um hospital (Santa Casa), passa por um grande colégio (Barão de Aiuruoca) e termina na linha de trem. Peguei a época em que ainda não havia muro separando a estrada de ferro da rua, e como os trens transportavam bois, alguns escapavam e acabavam passando perto de nossas casas. Faz tempo.

Desde então, ao contrário de todos os outros lugares do mundo, pobres ou ricos (o Brasil é, certamente, um país singular, para o bem e para o mal – talvez mais para este último...), nossa malha ferroviária só fez diminuir. Íamos de trem para inúmeros lugares do Brasil, Barra Mansa era um grande entroncamento ferroviário. Hoje, só vemos trens de carga.

Bem, contrariando toda esse andamento mundial, teremos um trem-bala. É, todos já estão sabendo, haverá um trem de alta velocidade ligando as cidades do Rio e São Paulo. O natural seria a construção desse tipo de transporte após a consolidação de extensa ligação por trens convencionais, mas nossos homens públicos são originais e fazem logo o que há de mais avançado e caro. Mas isso é tema para outra coluna.

O que vem despertando a minha curiosidade (aumentada com uma audiência pública realizada em Barra Mansa há algumas semanas e com uma reportagem d’O GLOBO ontem – Globo Online de sábado - http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/02/20/perto-do-leilao-diante-do-desinteresse-de-brasileiros-asiaticos-se-armam-por-trem-bala-915902796.asp) é a maneira como Barra Mansa está se preparando para receber o trem-bala (parece que a estação no interior do Rio será realmente aqui, na divisa com Volta Redonda). E a curiosidade tem sua razão de ser.

Barra Mansa sempre se caracterizou pela falta de planejamento. Se tiverem curiosidade, peguem um mapa da cidade. Não há nada que lembre um planejamento de ruas, trânsito, centros administrativos. Tudo sempre foi caracterizado por um improviso mambembe, seguido por inúmeras obras de maquiagem.

Pois bem, parece que, a se confirmar a estação em Barra Mansa, esta será localizada no bairro São Judas Tadeu, na saída para a Via Dutra. Para quem não sabe, o referido bairro tem entrada pelo bairro Barbará (atrás do Habib’s) e sai na Via Dutra, no bairro Boa Vista I (em frente à concessionária da Citroën). E o que está sendo planejado para essa localidade? Será que continuaremos na era do improviso, do “deixa estar que as coisas se ajeitam”? Não posso acreditar que seja assim. O projeto é muito grande para ser tratado amadoristicamente por nossa cidade.

É preciso pensar Barra Mansa, sendo confirmada a estação, a partir desse local. É dali que a nova história de Barra Mansa deverá ser construída. Pensar na criação de novo centro administrativo/financeiro, com incentivos municipais para isso, rodoviária municipal, nos moldes daquela feita em Resende, interligada com a estação de trem e com terminal de ônibus urbano fazendo a comunicação com os principais bairros de Barra Mansa. O lado da Dutra no sentido Rio, ocupado pela concessionária da Citroën é, pelo que parece, um grande vazio – poderia ser uma boa alternativa para esse crescimento. E não podemos nos esquecer que, no trecho em questão, há problemas de assentamento de famílias de sem-teto – há inclusive verba liberada para construção de casas para tais famílias. Será que esses assentamentos já estão integrados com o futuro projeto do trem-bala?

É preciso pensar nisso tudo. Teremos circulando por nosso município não apenas a riqueza (que já circula pela Dutra), mas os empreendedores geradores dessa riqueza. Barra Mansa precisa se mostrar atrativa, com possibilidades de receber investimentos.

Talvez a linha de trem, que já foi a causa do progresso de Barra Mansa em tempos remotos e depois acabou trazendo atraso, poluição, estresse, seja novamente uma possibilidade de redenção de nossa cidade. Mas pode ser a última. O trem-bala passará aqui diariamente. O trem da história passará apenas uma vez e Barra Mansa não pode perdê-lo. Caso contrário, não seremos muito mais do que um grande dormitório entre Resende e Volta Redonda.

*Carlos Vinicius Rosenburg é analista judiciário do TJRJ, tem 37 anos, é casado, tem uma filha e tem saudades do “Trem de Aço (Prata)” e do “Trem Azul de Minas”.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Será que vai dar tempo?


Por Valério Cortez

São grandes os rumores e indícios de que finalmente após 52 dias no calendário, o ano de 2010 vai nos dar o ar de sua graça.

Não é necessário ser nenhum Sherlock Homes para intuir que, o término do carnaval, o término das férias escolares, o término do horário de verão e do saldo em nossas contas bancarias , são sinais claros e consistentes de que tudo e todos estão prontos para a chegada do novo ano.

Por mim já estava tudo certo, começa na segunda e pronto. Tinha planos, começar a caminhar, evitar comidas gordurosas, esquecer o açúcar e como em todos os inícios de ano passados, parar de beber (muito).

Mas de repente, não mais que de repente, ao ler algo sobre a incrível e descabelada velocidade com que o tempo vem passando ultimamente, me vieram algumas preocupações que eu agora gostaria de dividir com vocês. Pois vejamos:

Se considerarmos que, a próxima segunda feira seja realmente o primeiro dia do ano de 2010, logicamente como já se passaram 52 dias desde o termino de 2009, restariam ao jovem ano que ora se inicia, 313 dias.

Entretanto, como já sabemos, no ano de 2010 o numero de sábados e domingos acumulados somarão 87 dias, e mais, que a soma dos feriados (nacionais, estaduais e municipais) no mesmo período, atingirão a marca de 16 dias.

Descontados os sábados, domingos e feriados, restariam ao jovem ano que ora se inicia, 210 dias.

Há de se considerar também, a existência dos feriados comemorativos de grandes categorias profissionais (professores, funcionários públicos, comerciários), e ainda, os pontos facultativos decretados pelo poder público, propiciando as já famosas emendadas ou feriadões. Mais 20 dias pro buraco.

Descontados os feriados comemorativos, os pontos facultativos e os feriadões, restariam ao jovem ano que ora se inicia, 190 dias.

A FIFA promovera este ano, na África do Sul, a 19° edição da copa do mundo de futebol, e mais uma vez estaremos no páreo pelo titulo máximo.

Este evento ocupara exatos trinta dias dos 190 restantes do ano, ou seja, restariam agora 160 dias ao jovem ano que ora se inicia.

Reza a constituição, que a cada quatro anos se realizem eleições gerais no país, e como as últimas foram realizadas em 2006, este ano teremos eleições.

O Tribunal Superior Eleitoral, a quem cabe estabelecer o calendário eleitoral do país, determina que a campanha se inicie em 6 julho e termine em 31 de outubro, onde houver 2° turno, o que acarretará em 116 dias de campanha.

Restaria ao nosso jovem ano que ora se inicia, tão somente 44 dias.

Segundo a CLT, todo trabalhador brasileiro tem direito a 30 dias de férias, exceção feita aos funcionários do judiciário, cujo período de férias é um mistério para todos.

Passadas o período de férias, restariam ao nosso jovem ano, parcos 14 dias, o que convenhamos é muito pouco para fazer frente a todos os imprevistos e intempéries que podem ocorrer com um ano tão novo.

O fato é esse, eu to achando que o ano de 2010 já acabou sem ter sequer começado.


Um bom domingo e um feliz ano novo a todos.


Drama de blogueiro, postar ou não postar? Postar.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

DEPOIS DO CARNAVAL


*por César Zadorosny





Superado o tríduo momesco, é hora de dar início à labuta deixando para trás a euforia e os excessos praticados durante os folguedos. Não que eu tenha me excedido neste carnaval, pois devo confessar que minha carreira de folião, prematuramente encerrada há alguns anos, nunca alçou realmente ao estrelato.

O carnaval nunca exerceu sobre mim o fascínio que vejo estampado no rosto da franca maioria. Tem os sambas bacanas, os desfiles, os bailes, mas, o que sempre me atraiu mesmo foi a esbórnia, a bagunça que durava de sábado até a terça-feira gorda, encerrada - para o bem estar geral da nação - na quarta-feira de cinzas.

Acabou-se a bagunça. Fechei a conta sem lamúrias. Optei por trocar aqueles dias ensolarados por uma temporada – que já dura quase nove anos – neste paraíso chamado família. Aqui não há prazo de permanência e os dias são eventualmente chuvosos, o que me fez entender algo que ainda não tinha percebido antes do casório: que a chuva é tão necessária em minha vida quanto o sol, pois me permite a renovação e o crescimento.

Ontem, por exemplo, foi um dia de aprendizado. Enquanto preparava o jantar de aniversário de minha querida esposa, aprendi que não se deve tentar falar ao telefone e dourar o alho no azeite. O alho queima. E queima sem aviso. Quando você se distrai um único quarto de minuto, está feito! Alho queimado. Totalmente imprestável para a receita, o que colocou em xeque minha capacidade de prover o jantar comemorativo. Mas é daí que se extrai a grande lição: perseverança.

Persistir às vezes é tudo. É a diferença entre a derrota e a vitória, a vaia e o aplauso e, é claro, entre o sanduíche de presunto e o Talharim Verde ao Molho de Camarão. Recomendo com Cabernet Sauvignon.

Um forte abraço.

*César Zadorosny é... César Augusto Zadorosny. Tem a sorte incrível de ser casado há nove anos com Cristina e ser pai da incomparável Júlia.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O país da incoerência e da ética de ocasião


O povo é sempre o principal ator do jogo político (ou deveria ser...). Deve sair às ruas, cobrar de seus dirigentes honestidade, probidade, prestação de contas, enfim, exigir que a coisa pública seja bem tratada, ou melhor, tratada como coisa de todos. E normalmente quem sai às ruas é o povo organizado, ou seja, partidos políticos, sindicatos e ONG's. E o que se espera de todos esses atores é, no mínimo, coerência.

Porém, infelizmente, não é o que vemos no Brasil, terra da incoerência. Teus filhos possuem uma ética de ocasião. A charge abaixo retrata muito bem isso (e, passem a reparar, essa ética de ocasião é usada para tudo, em todos os assuntos - um exemplo: imaginem se FHC tivesse lançado um filme nos mesmos moldes de Lula - tentem imaginar a gritaria...). Bela sacada do chargista Renato. E corajosa.




DEIXANDO CLARO: o blog é coerente e tem como proposta manter postura crítica diante de TODOS os governos e partidos políticos, sem exceção. Aqui não existe ética de ocasião, coisa que poucos entendem. Angeli é uma dessas raríssimas exceções (Caetano é outra), como podemos ver na charge exibida no seguinte link - http://noticias.uol.com.br/humor/.
MAIS CLARO AINDA: não somos donos da verdade. As visões diferentes são muito bem aceitas e as críticas são bem vindas. Mas sem anonimato, por favor.
P.S.: infelizmente, nosso colunista de hoje, Sérgio Soares, não poderá nos brindar com mais um de seus belos textos, pois o mesmo está em lugar inacessível, longe do mundo virtual. Na próxima sexta ele estará de volta.

Administração do blog.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Postar ou não postar?




por Soares Macedo*

Tão dilacerante quanto a falta de assunto abordada há alguns dias nesse espaço, é a atroz dúvida entre postar ou não postar.

Pegando o gancho na própria dúvida, falar de Hamlet seria um bom assunto. Pensando bem, acho que faltaria conhecimento sobre a obra de Shakespeare para abordar a famosa personagem. Melhor não postar.

Bom, temos aí o escândalo do mensalão do DEM, o caso do nosso querido governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Mais prudente seria consultar o corpo jurídico do blog antes, pois tem blogueiro sendo processado nesse nosso Brasil. Então, melhor não postar.

Talvez mais uma enquete sobre Barra Mansa, o melhor restaurante, o melhor/pior bairro, o melhor prefeito de todos os tempos etc. Hummmm, isso pode ser uma carta na manga para futuros posts. Também não será postado.

Olha, tem as Olimpíadas de Inverno de Vancouver, no Canadá, com aqueles esportes pitorescos do gelo. Aliás, pitorescos e assassinos (verdade, um atleta da Geórgia morreu nos treinos em um daqueles carrinhos que passam de 130 Km por hora). Muita neve, frio, roupas futuristas e por aí vai. Mas a falta de conhecimento do colunista não permite voos mais altos na matéria. Portanto, não há como postar.

Ah, sobrou a vitória da minúscula Unidos da Tijuca neste carnaval, batendo verdadeiros gigantes (parece que houve outra vitória de um minúsculo sobre um gigante em algum esporte aí, mas minha memória é seletiva e não permitiu que eu lembrasse). Como não vi o desfile, não tenho como comentar e postar. Tem o resto da festa de carnaval, o verdadeiro começo de ano que se aproxima (próxima segunda), a proximidade da Copa do Mundo, as eleições no final do ano. Não falta assunto, ao contrário do que disse o colunista de segunda. Mas resta a dúvida.

E aí, postar ou não postar? E cá pra nós, postar é um estrangeirismo bem rasteiro. Preferi publicar o texto. Que texto? Essa inutilidade que você acabou de ler.

Paz.

*Soares Macedo é blogueiro de Cristo.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Terça feira gorda!

por Mozart Valle Neto*


Hoje é o dia mais louco de todo o carnaval! O dia que todo mundo vai fazer o que não teve coragem durante os festejos de Momo ou quiçá no ano todo. Por isso pensei numa proposta inusitada. Vou propor um PINGA FOGO! A parada é a seguinte são perguntas que devem ser respondidas de bate pronto, sem pensar, com a primeira coisa que vier na cabeça. Diferente daqueles cadernos que as meninas trocavam no tempo da escola com estas perguntas. Aqui vale o que for mais rápido! Vou responder as minhas e vou colocar abaixo a listas sem as respostas para todos nossos 3474 leitores responderem também.


Nome: Mozart

Lugar predileto: Serra da Beleza.

Nasci em: em um dia quente.

Sonho de consumo: Jipe Hummer.

Cerveja ou Chopp: Cerveja.

Escala de preferência de Cervejas: Serra Malte, Brahma Extra, Original, Brahma, Antártica, Skol, Itaipava, Cintra, Skin.

Sonho de Mulher (homem): Viviane Araújo.

Livro: O Príncipe.

Música: Rock and Roll – Led Zeppelin.

Boteco: Riva´s Bar (barra) Bracarense (rio).

Restaurante: Porção Rio´s.

Lugar para ir com a família: Parque Nacional Itatiaia.

Lugar para ir sem a família: 4x4

Desculpa esfarrapada: só vou colocar a pontinha.

Lugar mais diferente que fez sexo: praia deserta.

Político predileto: Pedro Simon.

Político ladrão: Zé Dirceu.

Banda de rock: Beatles.

Banda de brock: Titãs.

Lugar para ir antes de morrer: Paris.

Filme: Pulp Fiction.

Carnaval: Bom para kct!

Parte do corpo alheio que mais chama atenção: Os olhos.

Se eu pudesse: Faria tudo igualzinho de novo!



Nome:

Lugar predileto:

Nasci em:

Sonho de consumo:

Cerveja ou Chopp:

Escala de preferência de Cervejas:

Sonho de Mulher (homem):

Livro:

Música:

Boteco:

Restaurante:

Lugar para ir com a família:

Lugar para ir sem a família:

Desculpa esfarrapada:

Lugar mais diferente que fez sexo:

Político predileto:

Político ladrão:

Banda de rock:

Banda de brock:

Lugar para ir antes de morrer:

Filme:

Carnaval:

Parte do corpo alheio que mais chama atenção:

Se eu pudesse:

Originalmente eu pensei em fazer esta lista pensando no Programa Fatos e Versões apresentado na Globonews pela Cristiana Lobo onde acontece uma coluna sob este título, mas descobri que já houve um programa de TV com este nome que passava na Tupi. Veja o que a Wikkipédia nos diz sobre ele:

Pinga-Fogo foi um programa de entrevistas e variedades transmitido pela extinta TV Tupi que estreou no ano de 1955 e terminou no início dos anos 80 com a crise financeira que culminou com o fechamento da emissora. O programa encerrava a programação noturna das terças-feiras da Tupi. O Pinga-Fogo tinha convidados de todas as áreas, mas abordava principalmente a política.

Houve uma edição do programa que entrou para a história da televisão brasileira: Em 28 de julho de 1971 o Pinga-Fogo convidou Chico Xavier para uma edição ao vivo e em rede nacional (coisa pouco comum para as TVs da época). O programa com previsão inicial de 60 minutos acabou se estendendo por mais de três horas. O sucesso foi tão grande que a TV Tupi apresentou no dia 21 de dezembro do mesmo ano uma outra edição (desta vez como especial de fim de ano) com o medium. A audiência estimada foi de 20 milhões de brasileiros.

* Mozart Valle Neto (mozart.valle@hotmail.com) tem 38 anos, é separado e trabalha na área de educação e marketing. Este texto foi escrito previamente pois afinal hoje é terça feira gorda!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

FALTA DE ASSUNTO





por Carlos Vinicius Rosenburg*

Não existe pessoa que nunca tenha ficado sem assunto. Aquela situação em que, simplesmente, não há o que falar.

O elevador, por exemplo, é um excelente lugar para não se ter assunto. Entra aquela pessoa que você conhece apenas de falar oi, e depois do oi não há qualquer assunto. Aí, dependendo do tempo a ser percorrido pelo elevador, a situação pode parecer eterna, falar do tempo é saída óbvia mas que às vezes acaba gerando mais constrangimentos. Melhor ficar calado...

Até mesmo o bar pode ser um lugar para não ter assunto. Você está lá no balcão, esperando um amigo depois do trabalho, conversando com o dono do botequim, quando chega um cara que te conhece dos tempos do colégio. Aparecem as tradicionais saudações (quanto tempo!, você está morando aqui?, está sumido, hein?, como vão as coisas?, e outras do tipo) e, logo depois, acaba o assunto. E pior, o amigo demora a chegar.

Tem também a mudez de casais. Já repararam? Estão lá os dois em um restaurante, pedem a comida e alguma coisa pra beber, cumprimentam um conhecido e pronto, silêncio ensurdecedor.

Outra situação horrorosa ocorre naqueles casos em que você vai na festa do trabalho do(a) namorado(a)/marido/esposa. Primeiro as tradicionais apresentações, cumprimentos, recomendações para ficar à vontade etc. Cinco minutos depois estão todos falando sobre o trabalho e você está lá, completamente deslocado, um enfeite.

E na azaração, também rola falta de assunto? Nossa, e como, principalmente quando a mulher está predisposta a dar seguidos tocos, vetadas, foras (ou o nome que queiram dar). O negócio é partir pra outra...

E a falta de assunto, com a era digital, chega a terrenos inimagináveis, como o MSN e as salas de bate-papo. Pelo menos dá pra sair dizendo que a conexão acabou.

Bem, e por total falta de assunto, a coluna de hoje acabou. E se você está lendo isso hoje, uma segunda de carnaval, é por falta do que fazer e, também, falta de assunto.

Até a próxima segunda.

*Carlos Vinicius Rosenburg tem 37 anos, é casado, tem uma filha, é ex-folião e não falou do carnaval por falta de assunto.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Evoé Momo


Reminiscências ...

de Valério Cortez

- Eu sou o pirata da perna de pau
Do olho de vidro da cara de mau

- Ê ê ê ê ê índio quer apito
Se não der pau vai comer

- Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô
Mas que calor, ô ô ô ô ô ô
Atravessamos o deserto do Saara
O sol estava quente
Queimou a nossa cara

- Mamãe eu quero, mamãe eu quero
Mamãe eu quero mamar!
Dá a chupeta, dá a chupeta, ai, dá a chupeta
Dá a chupeta pro bebê não chorar!

- Você pensa que cachaça é água
Cachaça não é água não
Cachaça vem do alambique
E água vem do ribeirão

- Chegou a turma do funil
Todo mundo bebe
Mas ninguém dorme no ponto
Aí, aí, ninguém dorme no ponto
Nós é que bebemos e eles que ficam tontos

- As águas vão rolar,
garrafa cheia eu não quero ver sobrar,
eu passo a mão na saca, saca, saca-rolha.
E bebo até me afogar, deixa as águas rolar.

- Maria Sapatão
Sapatão, Sapatão
De dia é Maria
De noite é João

- Ei, você aí!
Me dá um dinheiro aí!
Me dá um dinheiro aí!
Não vai dar?
Não vai dar não?
Você vai ver a grande confusão
Que eu vou fazer bebendo até cair
Me dá me dá me dá, ô!
Me dá um dinheiro aí!

- O teu cabelo não nega mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega mulata
Mulata eu quero o teu amor

- Olha a cabeleira do zezé
Será que ele é
Será que ele é
Será que ele é bossa nova
Será que ele é maomé
Parece que é transviado
Mas isso eu não sei se ele é
Corta o cabelo dele!
Corta o cabelo dele!

- Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Eu sou da lira não posso negar
Eu sou da lira não posso negar

- Ó jardineira porque estás tão triste
Mas o que foi que te aconteceu
Foi a camélia que caiu do galho
Deu dois suspiros e depois morreu

- Colombina onde vai você
Eu vou dançar o iê iê iê
A gangue só me chama de palhaço (é a mãe!)
Palhaço (é a mãe!)
Palhaço (é a mãe!)
E a minha colombina que é você
Só quer saber de iê iê iê

- Cidade maravilhosa
Cheia de encantos mil
Cidade maravilhosa
Coração do meu Brasil
Cidade maravilhosa
Cheia de encantos mil
Cidade maravilhosa
Coração do meu Brasil


Bom carnaval a todos.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

CARNAVAL

*Por Sérgio Soares
(Com citações a Caetano Veloso, Los Hermanos e Barão Vermelho).

Fevereiro. Momo. Festas
Alegria, loucura travestida
Por qual motivo não me vejo lá?
Todos parecem se divertir tanto...
“Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”
Outros tempos
Será? Que saudosismo abestalhado
Talvez sim, não
Rebolation, rebolation
Todos parecem se divertir tanto...
Mudou o trio – não é trio
Agora é outro
Tudo tão parecido
Ivetes, Cláudias, Sangalos, Leites
Leite com dois tês por favor!
Mainstream - Dominação Cult(t)ural, quanta heresia
Lavagem cerebral
Não é tudo a mesma m&#d@...?
Quem perguntou? Sem alterações, a festa é de alegria
Alegria e fantasias
A fantasia custa setecentas pratas, abadás
Ah, mas é tão divertido...
A TV está passando
Tudo igual, tudo igual
Muda o canal
Quero carnaval
“Deixa eu brincar de ser feliz...”
Quente, muito quente, sol
Pipoca pulando
Lá vem o jato
Carro dos bombeiros
... “carnaval, eu danço no temporal”
Tão divertido...
Lá não me sinto
Blocos de rua, ironia
Sagacidade do sambista
Expressão popular, o frevo
Nordeste em festa, Olinda!
Arte viva, perfeita harmonia
E “eu vou pra Bahia, talvez volte qualquer dia”
Ok Caju - continuo a não me sentir lá...
“Todo carnaval tem seu fim... E é o fim, é o fim...”

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Fuga para a Vitória



por Alex Peres*

O termo férias designa o período de descanso a que têm direito empregados, servidores públicos, estudantes etc., depois de passado um ano ou um semestre de trabalho ou de atividades. Provém do latim 'feria, -ae', singular de 'feriae, -arum', que significava, entre os romanos, o dia em que não se trabalhava por prescrição religiosa.

A palavra latina encontra-se também na denominação dos dias da semana do calendário elaborado pelo imperador romano Constantino, no século III d.C., que os santificou com o nome de 'feria' e o sentido de comemoração religiosa: 'Prima feria, Secunda feria, Tertia feria, Quarta feria, Quinta feria, Sexta feria e Septima feria'. No século IV, ainda por influência da Igreja, 'prima feria' foi substituído por 'Dominicus dies'(dia do Senhor) e 'septima feria' transformou-se em 'sabbatu', dia em que os primeiros judeus cristãos se reuniam para orar. A língua portuguesa foi a única a manter a palavra 'feira' nos nomes dos dias de semana.

Sempre achei que férias fosse um direito de todos, porém eu, desde que passei a ser um profissional liberal nunca tive direito aos meus merecidos trinta dias desse gozo. Porém todo ano tiro minha semana de folga. Nunca dá pra tirar na verdade, sempre tem muita coisa importante pra fazer. Mas faço questão de tirar esse dias. A impressão que tenho é que eu não tiro férias e sim fujo.

Esse ano resolvi vir para um lugar que sempre tive vontade, muitas vezes tinha ouvido falar mas não tive oportunidade. Dessa vez não pude evitar, vim conhecer Natal, essa belíssima cidade do Rio Grande do Norte.

Como é de praxe, quando falamos de nordeste, já imaginamos alguma coisa pelo menos mais pobre que o sul e sudeste. Estaremos enganados? Sim.
Natal é uma cidade muito bem estruturada, com vias bem planejadas, estradas modernas, prédios com belíssima arquitetura, tudo muito bem sinalizado e um alto nível de aproveitamento turístico.

Embora saibamos que todo sertão tem seu lado pobre, até agora não tive a oportunidade de vê-lo. Ano passado estive em Pernambuco, mais exatamente em Porto de Galinhas. Não posso nem ousar compará-los, pois natal dá de 10 a 0 em estrutura, embora as belezas naturais sejam equivalentes e bem parecidas.

Capital do estado do Rio Grande do Norte, a cidade de natal é pertencente à Região Metropolitana de Natal, à microrregião de Natal, à mesorregião do Leste Potiguar e ao Polo Costa das Dunas. A cidade nasceu as margens do rio Potengi e do Forte dos Reis Magos, no extremo-nordeste do Brasil numa região chamada "esquina do continente" distante a 2.507 quilômetros de Brasília. É conhecida como a "Cidade do Sol" ou "Noiva do Sol" por ser uma das localidades com o maior número de dias de sol no Brasil, chegando a aproximadamente trezentos, e por incrível que pareça hoje choveu pela manhã e quase desanimei a sair para a praia, mas logo logo surgiu o brilhante sol de Natal.

Também a chamam de "Capital Espacial do Brasil" devido às operações da primeira base de foguetes da América do Sul, o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno no município limítrofe de Parnamirim.
Capital menos violenta do Brasil, décima-quarta cidade mais segura do Brasil, e terceira cidade com melhor qualidade de vida do Norte-Nordeste, é a vigésima-primeira cidade mais populosa do país, detendo em 2009, uma população de 806.203 habitantes.

Quando imaginava vir a Natal, só pensava em uma praia com umas barraquinhas e peixe, muito peixe.

Natal é uma das cidades que mais produzem camarões no Brasil, por isso não precisa nem dizer como eu estou me esbaldando. Nunca imaginei em ter que partir o camarão com a faca para coloca-lo na boca de tão grande.
Dessa vez resolvemos arriscar e fazer diferente, contratamos tudo por conta própria, sem auxílio de agência, e ao chegarmos aqui alugamos um carro.
Desde segunda feira estamos acordando a hora que queremos e planejando nossos próprios passeios. Saiu muito mais barato e estamos conhecendo muito mais. As avenidas são inacreditavelmente boas e como disse, muito bem sinalizadas. O asfalto muito bom e a cada ponto turístico se encontra um guia que se oferece para ajudar, é só dar um qualquer para eles e eles nos acompanham e nos levam ao pulo do gato.

O primeiro dia tiramos para conhecer a praia do hotel e curtir o próprio hotel pois acredito que faz parte de uma espécie de quarentena para se adequar as férias. No segundo dia partimos de carro para a famosa praia de Pipa que está localizada a 82 Km de Natal, no litoral sul. A primeira parada foi na lagoa de Guaraíbas. Depois veio a praia de Cacimbinhas e parada obrigatória na Ponta do Madeiro, seguindo para a praia de Pipa. Faz lembrar uma Trindade melhorada.

Hoje pegamos o mapa e fomos explorar o litoral sul. Belíssimas praias, onde fomos até a praia da Barreta descendo até Ponta Negra. Destaque para a praia de Búzios e Pirangi, onde fomos ao maior cajueiro do mundo. Não visitá-lo é como ir a Roma e não visitar o Papa.

Amanhã vamos explorar o litoral Norte, e esperamos ter sorte. E pelo visto vamos ter, pois dizem sem mais bonito que o litoral sul, imaginem!
A gastronomia é incrível, embora os pratos sejam basicamente formados de camarão. Só não comi sorvete de camarão ainda.

Hoje fomos há um restaurante bem conhecido, chamado, não coiscidentemente de Camarões, foi nesse que tive que partir os camarões em 03 para colocá-los na boca, show de bola.

Depois do Aljanta (almoço no horário da janta) pois aqui não tem horário de verão, fomos até a Praia dos Artistas onde tem uma feirinha que aprveitamos para comprar alguns souveniers, como lençóis de renda, logicamente para a Flávia, porque eu comprei uma cachaça fabricada aqui mesmo. Estou tendo essa mania agora.
Voltamos ao hotel, e eu vim até o saguão fazer esse texto. Ainda estou como sono depois do pecado da gula que há pouco cometi. Agora vou descançar porque amanhã preciso explorar o Litoral Norte.

Um grande abraço a todos, e até a próxima quinta.

*Alex Peres, gostaria de viajar muito mais do que viaja, e está ainda curando da ressaca de sua festa de formatura.

História. Sem fim...


Por Figurótico*


Sendo chamado de maluco por um bando de gente, de fazer festa que tenha o nome “rock” no meio (já ouvi de um garotão da nova geração que festa com “rock” no meio não dá certo!!!) fiz uma em homenagem aos 25 anos do Rock in Rio, no último sábado. Obviamente fiquei tenso sem saber de daria público ou não. Ao chegar na casa (Piano’s Bar – Hotel Embaixador) recebi um recado de que uma mulher queria falar comigo. Retornei a ligação e a mesma me disse que seu amigo estava vindo do Rio para a festa, pois ele era o autor do livro “Metendo o pé na lama – os bastidores do Rock in Rio de 1985”. “Sensacional!”, pensei. E se antes soubesse, teria posto na divulgação, com tarde de autógrafos e tudo o mais.

O autor, Cid Castro não só é o autor do livro, como o criador da marca do festival! Sim, aquele círculo azul com uma guitarra com o corpo da América do Sul ao meio. E este foi A presença na festa. Cid é natural de Barra do Piraí, e como muita gente do interior foi tentar a sorte na cidade grande. Penou, passou fome, ralou, levou desaforo para casa, trabalhou, criou, recriou, aprendeu e contou tudo o que se passou nos bastidores do maior festival do mundo no livro. Terminei de lê-lo ontem. E, como já sabia, vi a força dessa história que se perpetuará pra eternidade. Um movimento que surgiu no país, que eu vibrei de casa aos nove anos, e que deu o ponta-pé inicial para que o Brasil virasse rota de grandes shows. Ou seja, eu nem estive no primeiro e este me marcou profundamente. Fui aos dois seguintes, mas não há comparação. No terceiro, fui apenas pelo local sagrado.

A forma como Cid Castro entrou na Artplan Promoções, empresa de Roberto Medina foi por indicação de um amigo, para fazer uma ilustração considerada um “verdadeiro rabo de foguete” por ele. Não conseguiu entregar no prazo, mas acabou dando um jeito. Como acabou dando outro jeito de lá fincar os pés e não mais sair. Até saber da novidade que seria passada dentro de meia hora na sala do todo-poderoso Roberto, ao Departamento de Criação, em 1984. O briefing dizia o seguinte: “criar um logotipo que transmitisse a grandiosidade do maior festival de rock do mundo. Uma marca que representasse o Brasil como o novo centro do show business internacional”.

Praticamente toda a agência saiu desmotivada da reunião, pois todos os conservadores diretores achavam um absurdo Medina, um homem sofisticado demasiadamente, “amante dos clássicos”, “rapaz sério e sisudo” que trouxera ao país Frank Sinatra, Barry White e Julio Iglesias, fosse se meter num evento de rock, internacional! A descrença era geral e a certeza de fiasco total, por parte dos funcionários da Artplan. Não para Cid, que com então 23 anos achou o máximo poder participar deste acontecimento. Até o martelo ser batido muita água rolou.

Leonel Brizola que havia ganhado as eleições para governador do estado do Rio foi uma das principais barreiras. Pois a agência de Medina tinha trabalhado para eleger Moreira Franco. Brizola embargou até onde pôde a construção da Cidade do Rock quando esta já havia começado, só a liberando a menos de um mês para o evento. Por uma pressão espontânea de Tancredo Neves, que prometeu repensar a transferência de verbas federais para o estado do Rio assim que assumisse, Leoneeeeel acabou cedendo. Não sem antes fazer um contrato em que podaria Medina de usufruir da mesma Cidade do Rock assim que terminasse o evento. O famoso “empata-foda”! Tinha que ser político...

Aos trancos e barrancos o sonho louco de Medina foi se concretizando, passando por cima dos pessimistas, de Nostradamus, de tudo. Contou, é claro, com a ajuda da Rede Globo, que comprou a transmissão do evento e o promoveu à exaustão. No Natal de 84 não se falava em outra coisa: os marmanjos queriam logo é que chegasse janeiro para cair no rock’n roll. Os ingressos não eram baratos, e as vendas antecipadas preocupavam, fazendo o cheiro de prejuízo surgir.

Por um único momento Medina pensou em recuar: quando partiu para os Estados Unidos e Luís Oscar Niemeyer para a Inglaterra fecharem os contratos com as atrações internacionais. Desastre... Lulu (como era chamado o Niemeyer publicitário) chegou a catar cabeludos na capital inglesa para que alguns deles o levassem a conhecer algum empresário do ramo. (A imagem do Brasil no fim dos 70 e início de 80 era a do CALOTE! Police, Van Halen encabeçavam a lista dos que por aqui passaram e ficaram sem parte do cachê, ou até sem ele inteiro). Depois de 40 dias frustrantes no estrangeiro, Roberto comunicou que estava voltando pra casa – e que está iria cair... Foi quando entrou a figura de Abraham Medina, pai de Roberto, o “Seu” Medina. Que até então era uma das vozes contrárias à idéia do filho. Pois levara anos para construir a riqueza da família com trabalho árduo. Desespero que aumentou quando soube que o filho colocara até o prédio da Rua Fonte da Saudade, na Lagoa Rodrigo de Freitas, de sete andares da Artplan no prego, no caso de insucesso financeiro do evento.

Como já estavam todos envolvidos, “Seu” Medina ordenou que o filho continuasse nos EUA e publicou nos principais jornais americanos que “o maior empresário musical do Brasil estava selecionando bandas para o maior festival de rock do mundo”. Ofereceu um coquetel à mídia internacional com a ajuda de pessoas ligadas à Frank Sinatra. Pronto, no dia seguinte o telefone do hotel em que Roberto Medina estava hospedado não parou de tocar, e assim pôde fechar grande parte dos artistas. Resolvendo assim outro pepino: os patrocinadores do evento só começariam a soltar a verba caso 50% das atrações de fora estivessem fechadas. Ou seja, pressão pura! Não por acaso, depois que o Festival começou, Roberto Medina foi tratado como um verdadeiro pop star.

Quando o Rock in Rio finalmente entrou em cena, os problemas aumentaram: não havia controle por parte dos garçons dos bares, do Bar Tropical principalmente, que estavam ali mais se divertindo que trabalhando, mesmo que por 16 horas diárias. Pois se tratavam de estudantes voluntários para ganhar uma mixaria e participar da festa; os bilheteiros deixando gente passar por debaixo das roletas; policiais (a polícia não tinha permissão para entrar no evento porque o governo não apoiou o festival) que cobravam para que moleques subissem na cavalaria a fim de passarem por cima do muro de três metros que cercava a Cidade do Rock; a falta de capacidade dos profissionais de áudio brasileiros, que não souberam pilotar a Ferrari que viram à frente pela primeira vez e culpavam veementemente os estrangeiros pelo boicote.

No mais, é a história. Que vocês sabem muito bem...
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O livro vai ser vendido aqui na região, em Volta Redonda. Parece que na Veredas. Vou confirmar com o autor se haverá lançamento por aqui ou não. O interessante é que são todo o bastidor da pré-produção do Rock in Rio. E no último capítulo ele nos brinda com sua visão dia-a-dia do festival, dos corredores do camarim, das mulheres, tudo!!!
Imperdível!
Tem um site no cartão do Cid Castro, www.eutavala.com (aqui não consegui abrí-lo)

*Figurótico é Rock in Rio